Revolta aristocrática

Revolta aristocrática

A crise econômica francesa era grave, já que as despesas do Estado eram bem maiores que a receita. Para contornar a crise, o rei Luís XVI pretendia criar novos tributos para o terceiro estado; se não fosse possível, teria de começar a cobrar impostos da nobreza e do clero. Sentindo-se ameaçados em seus privilégios tradicionais, em 1787, a nobreza e o clero revoltaram-se e pressionaram o rei a convocar a Assembléia dos Estados Gerais, que não tinha poder de decisão (apenas podia opinar), mas ajudaria a obrigar o terceiro estado a assumir os novos tributos. A Assembléia dos Estados Gerais era uma instituição parlamentar antiga, que não se reunia havia 175 anos. Participavam dela os representantes dos três estados. Entretanto, seu sistema de votação era feito por estado, cabendo um voto para cada ordem. Assim, clero e nobreza, unidos, teriam sempre dois votos contra um do terceiro estado.
A exigência da nobreza, de convocar a Assembléia dos Estados Gerais, foi atendida.A Assembléia reuniu-se em maio de 1789, convocada por Luís XVI, mas as conseqüências dessa convocação revelaram-se devastadoras para a nobreza e também para o regime absolutista. Isso ocorreu por duas razões básicas: primeiro, porque a nobreza subestimou a força e a capacidade política do terceiro estado; segundo, porque aquela época coincidia com um momento de grave crise econômica, fome e desemprego.
A multidão de pobres do campo e das cidades estava desesperada. As elei­ções para escolha dos deputados à Assembléia dos Estados Gerais transcorreram num clima de agitação popular, que favorecia os objetivos políticos do terceiro estado. Esse clima já podia ser claramente percebido por todo o país, nas diversas assembléias locais que preparavam a reunião dos Estados Gerais.


Nessas assembléias os representantes das diferentes ordens manifestavam suas reivindicações redigindo Cadernos de queixas (documentos em que eram registradas as propostas das ordens). A burguesia aproveitou a oportunidade para divulgar seu programa de reformas por meio de intensa propaganda. As massas camponesas e urbanas tiveram espaço para demonstrar, em termos políticos, todo o seu descontentamento.



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