Reforma Calvinista

Reforma Calvinista

João Calvino (1509-1564) nasceu em Noyon, na França, país em que estudou teologia e direito. Aderindo às idéias de reformadores protestantes, como Lutero e o suíço Zwingli (1484-1531), foi considerado herege e perseguido pelas autoridades católicas francesas.
Em 1534, fugiu .para a Suíça, onde o movimento reformista já se desenvolvia. Predestinação divina Em 1536, Calvino publicou sua principal obra, Instituição da religião cristã, na qual defendia que o ser humano estava “predestinado” a merecer o céu ou o inferno.
Moderna que algumas pessoas haviam sido “eleitas” por Deus para serem salvas, enquanto outras seriam condenadas à maldição eterna. De 1541 a 1560, Calvino governou a cidade suíça de Genebra, submetendo seus moradores a um governo que mesclava política e religião. Entre as atitudes condenadas pelo calvinismo estavam o jogo, o culto às imagens de santos, as danças e o uso de roupas luxuosas e jóias.
Quem descumprisse as normas ou se rebelasse contra a doutrina era duramente punido. Alguns-chegaram a ser condenados à morte, como o médico Miguel de Servet (1511-1553), que foi queimado vivo por negar o “pecado original”.


Com o objetivo de arrecadar dinheiro para a reconstrução da Basílica de São Pedro, o papa Leão X autorizou a concessão de indulgências (perdão dos pecados) aos fiéis que contribuíssem financeiramente com a obra. Escandalizado com a atitude do papa, Lutero afixou na porta da igreja de Wittenberg (cidade da atual Alemanha) um manifesto público — as 95 teses — em que protestava contra essa atitude e expunha alguns elementos de sua doutrina religiosa. doutrina luterana, firmados na Confissão de Augsburgo (1530), destacavam-se: a fé cristã como único caminho para a salvação eterna; a Bíblia como a única fonte para a fé; e o livre exame pelos fiéis como uma porta legítima para o entendimento da Bíblia. Além disso, o luteranismo não aceitava o culto dos santos católicos, a adora­ ção de imagens religiosas e a autoridade do papa. Em 1529, nobres alemães luteranos protestaram contra as medidas que impediam cada Estado de adotar sua própria religião. Foi a partir desse protesto que se difundiu o nome protestante para designar os cristãos não-católicos.



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