A História do poder de estado na Mesopotâmia

Mesopotâmia
Os povos que ocuparam a região do Crescente Fértil, na sua maioria, eram agricultores e dependiam do período das cheias dos rios para organizar o plantio. Na Mesopotâmia (região do atual Iraque), os povos que ocuparam essa região, entre outras, foram: os Súmérios, os Babilônios, os Assírios e os Caldeus.
Uma das funções dos monarcas, da região da Mesopotâmia, era controlar a defesa da região diante das muitas disputas pelas terras férteis. O rei exercia poder político, religioso e econômico – era considerado um representante dos deuses. Muitos historiadores consideram essa uma relação de poder teocrático.
Os Sumérios, por volta de 2000 a.C., organizaram o poder político em cidades-estado. Uma das finalidades da instituição das cidades-estado era: organizar a produção de diques para controlar as cheias dos rios Tigre e Eufrates.
Veja como a historiografia define as cidades-estado:

Texto 2
O conceito de cidade-estado, entendido como um pequeno “Estado com base territorial e independência política, caracterizado por estar composto de uma cidade com um contexto integrado econômica e socialmente”, no qual a unidade formada por este contexto “é relativamente auto-suficiente, do ponto de vista econômico, e se percebe como etnicamente distinta de outros sistemas semelhantes”, aplica-se hoje a lugares e momentos bastante diversos, desde a China antiga até a América pré-colombiana.

Egito: uma experiência de poder teocrático
As relações políticas que se desenvolveram no Egito Antigo, em aproximadamente 3.200 a.C., conduziram a centralização do poder político nas mão de um monarca garantindo uma unidade para a civilização egípcia. Este era um dos diferenciais entre egípcios e mesopotâmicos.
O monarca egípcio exercia as funções políticas econômicas e religiosas. Nestas condições havia semelhança com outras civilizações do Crescente Fértil.
Observe pela historiografia as diferenças na identidade da realeza nas sociedades mesopotâmica e egípcia

Texto 3
Enquanto o rei egípcio é concebido por um pai divino, educado na juventude por divindades e, desde o seu advento, elevado à categoria dos deuses, permanecendo nesta situação após a morte, o rei mesopotâmico aparece somente como o representante da divindade junto aos homens e como representante destes junto àquela, ou seja, como intermediário entre o mundo divino e o humano. Para os seus súditos, constitui, portanto, uma espécie de talismã. Protege-os. Tenta garantir a boa vontade dos deuses a seu respeito, isto é, tenta criar e manter condições favoráveis à sua vida e à sua prosperidade, por meio do acordo com as forças sobrenaturais.


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