História dos Movimentos Artísticos do Século XX

O século XX e seus principais Movimentos Artísticos: O século XX inicia-se ampliando as conquistas técnicas e o progresso industrial do século anterior. Na sociedade, acentuam-se as diferenças entre a alta burguesia e o proletariado. O capitalismo organizase e surgem os primeiros movimentos sindicais que passam a interferir nas sociedades industrializadas.

Nas primeiras décadas do nosso século ocorrem também profundas conturbações políticas: a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa; o surgimento do fascismo na Itália e do nazismo na Alemanha. Não demorou muito para que as situações políticas criadas pela Itália e Alemanha levassem os países europeus e americanos a envolverem-se em novo conflito mundial. Com essa última grande guerra, tiveram início também as pesquisas e o uso da energia nuclear, que se configura hoje como uma ameaça à sobrevivência da humanidade.

Ocorreram ainda neste século a conquista do espaço, o uso crescente da computação e dos satélites, que colocam em comunicação imediata as mais distantes partes do mundo.

Ao lado desses avanços acentuaram-se as disparidades sociais. Hoje, existem regiões com imensas riquezas e outras com grande pobreza, onde as pessoas passam fome e ignoram os fatos e os benefícios do progresso material das regiões ricas.

É nesse contexto complexo, rico em contradições e muitas vezes angustiante que se desenvolve a arte do nosso tempo. Assim, os movimentos e as tendências artísticas, tais como o Expressionismo, o Fauvismo, o Cubismo, o Futurismo, o Abstracionismo, o Dadaísmo, o Surrealismo, a Pintura Metafísica, a Op-art e a Pop-art expressam, de um modo ou de outro, a perplexidade do homem contemporâneo.

Expressionismo

É inegável que o Expressionismo foi uma reação ao Impressionismo, já que esse movimento se preocupou apenas com as sensações de luz e cor, não se importando com os sentimentos humanos e com a problemática da sociedade moderna. Ao contrário, o Expressionismo procurou expressar as emoções humanas e interpretar as angústias que caracterizaram psicologicamente o homem do início do século XX.

Na verdade, essa tendência para traduzir em linhas e cores os sentimentos mais dramáticos do homem já vinha sendo realizada por Van Gogh, que não se preocupava mais em fixar os efeitos efêmeros da luz solar sobre os seres. Esse artista procurava, através da cor e da deformação proposital da realidade, fazer com que os seres reais nos revelassem seu mundo interior.

Além de Van Gogh, o pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944-) também inspirou o movimento expressionista. Sua obra O Grito é um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa tendência. Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. As linhas sinuosas do céu e da água, e a linha diagonal da ponte, conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador. Essas atitudes inéditas até aqui para as personagens da pintura e a ênfase para as linhas fortes evidenciam a emoção que o artista procura expressar.

Fauvismo

Em 1905, em Paris, durante a realização do Salão de Outono, alguns jovens pintores foram chamados pelos críticos de fauves, que em português significa “feras”, por causa da intensidade com que usavam as cores puras, sem misturá-las ou matizálas.

Dois princípios regem esse movimento artístico: a simplificação das formas das figuras e o emprego das cores puras. Por isso, as figuras fauvistas são apenas sugeridas e não representadas realisticamente pelo pintor. Da mesma forma, as cores não são as da realidade. Elas resultam de uma escolha arbitrária do artista e são usadas puras, tal como estão no tubo de tinta. O pintor não as torna mais suaves nem cria gradação de tons.

Dos pintores fauvistas, Matisse foi, sem dúvida, a maior expressão. Sua característica mais forte é a despreocupação com o realismo, tanto em relação às formas das figuras quanto em relação às cores, Em suas obras, as coisas representadas são menos importantes do que a maneira de representá-las.

Assim, as figuras interessam enquanto formas que constituem uma composição, É indiferente ao artista se elas são de pessoas ou de natureza morta, Por exemplo, em Natureza-morta com Peixes Vermelhos, quadro pintado em 1911, podemos observar que o importante para Matisse é que as figuras – tais como a mulher, o aquário, o vaso com flores e a pequena estante -, uma vez associadas, compõem um todo orgânico.

O Cubismo

Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois, para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros,

Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Significava, em suma, o abandono da busca da ilusão da perspectiva ou das três dimensões dos seres, tão perseguidos pelos pintores renascentistas.

Com o tempo, o Cubismo evoluiu em duas grandes tendências chamadas Cubismo analítico e Cubismo sintético, O Cubismo analítico foi desenvolvido por Picasso e Braque, aproximadamente entre 1908 e 1911. Esses artistas trabalharam com poucas cores – preto, cinza e alguns tons de marrom e ocre -, já que o mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente. Levada às últimas conseqüências, essa tendência chegou a uma fragmentação tão grande dos seres, que tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas.

Reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura, os cubistas passaram ao Cubismo sintético. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Mas, apesar de ter havido uma certa recuperação da imagem real dos objetos, isso não significou o retorno a um tratamento realista do tema. Foi mantido o modo característico de o Cubismo apresentar simultaneamente as várias dimensões de um objeto, como podemos observar em Mulher com Violão, de Braque.

O Cubismo sintético foi chamado também de Colagem porque introduziu letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artista de criar novos efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

O Abstracionismo

A principal característica da pintura abstrata é a ausência de relação imediata entre suas formas e cores e as formas e cores de um ser. Por isso, uma tela abstrata não representa nada da realidade que nos cerca, nem narra figurativamente alguma cena histórica, literária, religiosa ou mitológica.

Os estudiosos de arte comumente consideram o pintor russo Wassily Kandinsky (1866-1944) o iniciador da moderna pintura abstrata. O começo de seus trabalhos neste sentido é marcado pela tela Batalha.


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