História do Movimento Negro e a luta por direitos civis

Na década de 1950, a população de afrodescendentes dos EUA, principalmente nos estados do sul do país, viviam em regime de segregação racial. Não tinham direito ao voto; de freqüentar as mesmas escolas que a população branca e universidades; de usar instalações públicas; os vagões de trens e ônibus urbanos eram separados. Juntamente com outros movimentos sociais deste período surgiu o Movimento pelos Direitos Civis, que lutava para que estes direitos fossem estendidos aos negros e outras minorias.
O pastor protestante Martin Luther King (1929-1968) liderou protestos e passeatas seguindo alguns princípios de Gandhi, na luta pela independência da Índia, como a desobediência civil e a não-violência.
Com isto, em 1963, o presidente John Kennedy (1917-1963) apresentou ao Congresso americano um projeto sobre as Leis dos Direitos Civis.
Com a morte de Kennedy, neste mesmo ano, a questão racial agravou-se, dividindo o Movimento Negro em duas correntes: a pacifista (liderada por Martin Luther King) e a radical (liderada pelos Panteras Negras – que utilizavam a violência como recurso de luta).
No Brasil, o Movimento Negro intensificou-se na década de 1970, motivado pelo acompanhamento dos movimentos nos EUA, pelas lutas de libertação na África e por acontecimentos internos, como a repressão dos governos militares. Neste contexto, os movimentos negros utilizaram a questão da identidade étnica como instrumento de conscientização de um grupo diferenciado, conduzindo a percepção das desigualdades e carências em relação aos outros grupos, favorecendo a luta pela democracia.
Em 1978, os movimentos negros se organizaram formando o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNUCDR).
Isto decorreu depois de vários episódios que forçaram a comunidade negra a se posicionar perante a sociedade e o Estado, como, por exemplo: a expulsão de quatro atletas negros do Clube Regatas Tietê e a morte de Robson Silveira da Luz em uma delegacia em Guaianazes (São Paulo).
A partir de então, o MNUCDR vem discutindo questões de valorização e respeito à cultura de origem africana no Brasil, conquistando direitos e denunciando ações de caráter racista no país.
Algumas ações afirmativas passaram a ser realizadas por causa das lutas promovidas pelo movimento negro, tais como: a política de cotas em concursos e universidades públicos.

Revoltas de jovens em Paris: outubro de 2005

A morte acidental de dois jovens negros, em 27 de outubro de 2005, após perseguições por policiais, desencadearam protestos de jovens imigrantes de diferentes etnias nas principais cidades da França e de outros países europeus, como a Bélgica e a Alemanha. Os jovens contestavam o modo como as pessoas de diferentes etnias e imigrantes eram tratados na França, reivindicam respeito e condições dignas de trabalho e estudo, ou seja, protestavam contra à segregação social, racial, cultural e econômica.


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