História da Maratona Aquática

Este esporte é numa modalidade de natação que consiste numa travessia de águas abertas, praticada sob forma de competição no mar em frente a praias, como também em rios, lagos e lagoas.

Os competidores são masculinos e femininos numa mesma prova nas distâncias de 5, 10 e 25 km, para os Campeonatos Mundiais da Federação Internacional de Natação Amadora-FINA.
Os eventos competitivos não-oficiais têm distâncias arbitradas de acordo com os locais de realização, como um, dois ou três mil metros das provas de praias do Rio de Janeiro e Niterói, tradicionais no Brasil.

Os vencedores seguem o critério de pontuação por ordem de chegada e por características de cada prova local. Há inclusive competições em rio abaixo com 60 km, como uma famosa travessia da Argentina (Arnaldo Fernandes, 2004).

Século XIX: Em 1897, realizou-se a primeira travessia aquática que se tornou tradicional no Brasil: a “Travessia da Guanabara”. Até o ano de 1943 foram realizadas 16 provas desta Travessia, com percurso de 4.100m tendo início na Ilha de Boa Viagem–Niterói e chegada na Praia de Santa Luzia–Rio de Janeiro.

Em São Paulo, ainda no final do século XIX, as competições aquáticas situavam-se em Santos e nas águas do rio Tietê, que atravessa a cidade de São Paulo. No mesmo período, realiza-se pela Liga de Natação do RS, a primeira prova em “distância longa” no rio Guaíba, Porto Alegre- RS (Atlas do Esporte no Brasil, 2005, capítulo “Natação”).

Décadas de 1910 e 1920: As competições no rio e no mar prevaleceram neste período, e por falta de piscinas eram comuns as provas de travessias. Nos demais estados do Brasil além do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, havia travessias no Rio Negro- AM, rio Capibaribe-PE, e Baía de Todos os Santos-BA. Conforme as piscinas foram sendo construídas as travessias diminuíram em número e importância (Atlas do Esporte no Brasil, 2004, capítulo “Natação”).

Década de 1980: Reinício e crescimento das competições de travessias de mar e rios no Brasil, por estímulo da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos-CBDA e com a denominação de maratonas aquáticas. Antes, havia eventos esparsos de travessias, sendo uma delas tradicional: a Samoa, competida em Icaraí, Niterói-RJ, local tradicional desta modalidade desde o século XIX.

Este reaparecimento teve a feição dos eventos esportivos de praia dado o formato de promoção de produtos e instituições que se tornou dominante desde então. Já nesta fase, instituiu-se na praia de Itaipu-RJ, a travessia Camboinhas-Itaipu, tendo a frente Luiz Sodré, Tomemitzu Nukaria, Arnaldo Hees, Arnaldo Fernandes, Ivar Oleris, Rubens Langer, Leonardo Nogueira, Marlene e Vera Sasse.

Ainda nesta década a CBDA deu incumbência à empresa Luarsa Eventos Esportivos para desenvolver o esporte de maratonas aquática no país. A partir daí estabeleceu-se um calendário nacional de eventos, tendo com primeiro patrocinador a empresa Skol. Em 1999, o Brasil começou a competir nos campeonatos internacionais da FINA na modalidade.

Situação Atual: Hoje, a Luarsa coordena o setor de Maratonas Aquáticas da CBDA, organizando o calendário Brasileiro, Estadual (FARJ), e Niteroiense da modalidade. Há também cerca de 6.000 atletas e mais de 1.500 equipes cadastradas no esporte.

O Campeonato Brasileiro está na nona edição, sempre ocorrendo em Niterói a prova mais importante do país, isto é, o encerramento do Campeonato e prova seletiva para compor a seleção brasileira.

Niterói é sede em função da Praia de Itaipu ser abrigada das marés fortes, e calma e despoluída, sendo assim um dos locais preferidos dos nadadores para a prática da modalidade.

Realizaram-se em 2002, no Brasil, quatro etapas do Mundial da FINA nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Tapes-RS e Camboriu-SC. A CBDA já se fez representar em maratonas aquáticas em quatro Campeonatos Mundiais e dois Sul-Americanos.


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