História da Independência do Haiti

A formação: Para melhorar sua defesa, os espanhóis desocuparam, em 1603, a parte ocidental da Ilha de São Domingos. Os franceses, por sua vez, ocuparam essa área e a chamaram de Saint Domingue. Os espanhóis reconheceram essa situação em 1697, no Tratado de Ryswick. Os limites foram estabelecidos pelo Tratado de Aranjuez, em 1777. Saint Domingue tornou-se a mais próspera das colônias francesas, com sua economia baseada na produção de açúcar com trabalho escravo. Calcula-se que em média eram importados 30 mil escravos por ano, do Daomé e do Senegal. Em 1789, calcula-se que 85% dos quase 800 mil habitantes eram escravos. Contavam-se ainda 30 mil negros livres, e algo em torno de 40 mil brancos.

Estes se dividiam entre funcionários coloniais civis e militares, profissionais liberais e donos de plantações. Negros e mulatos livres detinham parte da riqueza da colônia, mas não gozavam de quaisquer direitos, especialmente quando cotejados com um branco. Tal desproporção entre os habitantes tornava Saint Domingue um campo fértil para rebeliões, particularmente de escravos, como ocorreu em 1758, sob a liderança de Makandal. Cimarrones era o nome dado aos grupos de foragidos que se abrigavam nas montanhas.

Influências da Revolução Francesa

O desencadeamento da Revolução Francesa, em 1789, terá reflexos profundos na situação colonial. A convocação da Assembléia Legislativa Francesa, em 1791, em que só os brancos se viam no direito de enviar representantes, provocou a rebelião do mulato Vincent Ogé, logo derrotada. Em agosto do mesmo ano, explode um movimento rebelde sob comando de Boukman, que incendiava plantações, casas, e matava brancos sem distinção de idade ou sexo.

Todo esse processo está relacionado aos ecos da Revolução Francesa que declarava a liberdade e a igualdade de todos os homens, Os grandes plantadores não tinham a menor simpatia por esse ideário. Em 1793, França e Espanha entram em guerra. O governador da parte espanhola da ilha, São Domingos, com apoio inglês, hostiliza a parte francesa, contanto com o apoio dos monarquistas franceses e demais partidários da escravidão.

As Lideranças Negras

A ascensão ao poder na França revolucionária, dos Jacobinos, e sua decisão de abolir a escravidão nas colônias, repercutem imediatamente em Saint Domingue. François Dominique Toussaint Louverture, que até aí lutara com os espanhóis e demonstrara grande habilidade militar, adere à República Francesa em maio de 1794. Gozando de extraordinária influência sobre as massas escravas, derrota espanhóis, ingleses e o líder negro André Rigaud, manipulado pelos franceses. Em 1801, Toussaint controlava toda a ilha.

Demonstrado seu talento militar, provará agora ter grande capacidade política e administrativa. Uma Assembléia Constituinte elaborou uma Constituição, cabendo a ele o título de Governador Geral Vitalício. A agricultura foi restabelecida como atividade econômica básica, eliminando-se a escravidão, mas mantendo o latifúndio exportador. Sua tentativa de constituir uma nação e um Estado unificados será impedida pela diversidade cultural, mesmo entre os próprios negros e mulatos.

Na França, Napoleão ascendera ao poder em 1799. Em 20 de maio de 1802, restabeleceu a escravidão nas colônias, e no ano anterior já havia enviado seu cunhado, o General Leclerc, para sufocar as rebeliões negras e destruir suas lideranças. Toussaint se rende com outros líderes revelados nessas guerras: Jean-Jacques Dessalines, Alexandre Pétion e Henri Christophe. Toussaint foi enviado prisioneiro à França onde morreu em 1803, aos 57 anos. Morto também o General Leclerc, seu sucessor, o General Rochambeau, implanta um clima de terror.

As marchas e Contramarchas

Em outubro de 1802, tomam novamente em armas Pétion e Dessalines, derrotando Rochambeau que se retira da colônia em 1803. A 1º de janeiro de 1804, proclama-se a independência de Saint Domingue, adotando o nome de Haiti (terra de montanhas). Estava instalada a 1ª República negra, e a segunda a ficar independente nas Américas Os passos seguintes seriam ainda mais dramáticos.

Dessalines proclamou-se Governador Vitalício e meses depois, em outubro, fez-se coroar Imperador. Foi assassinado em 1806. Houve uma contínua guerra civil. Ao sul, estabeleceu-se uma república com capital em Portau- Prince. Seu dirigente era Alexandre Pétion, que governou até sua morte em 1818, chegando a prestar importante cooperação a Simon Bolívar, libertador da Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.

Ao Norte, com capital em Cap Français, instalou-se Henri Christophe, que em 1811 proclamou-se rei. Com seu suicídio em 1820, o Haiti republicano foi unificado sob a presidência vitalícia de Jean Pierre Boyer. Boyer invadiu e dominou o São Domingos Espanhol em 1822. Em 1843, foi derrubado, e, no ano seguinte, São Domingos consegue libertar-se do Haiti. Desde que Boyer assumiu o poder, deteve o processo de distribuição de terras, incrementou o latifúndio e governou em favor de uma elite mulata. A França reconheceria a Independência em 1825.

INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA

O processo de Independência da América Espanhola é, evidentemente, parte da crise do Antigo Regime. É, pois, parte do desejo das elites econômicas da América de controlar o poder político e abrir-se para o livre-comércio. Por outro lado, contará, no momento que lhe convier, com o decisivo apoio inglês.

É importante notar, contudo, que todo processo de mudanças abre um grande leque de possibilidades, sendo que a história oficial guarda apenas aquelas que foram vitoriosas, em especial se as elites foram bem sucedidas em seus objetivos. O conflito colônia-metrópole não é o único conflito existente. Existem os conflitos de classes, que na América freqüentemente são conflitos de raça – recorde-se a enorme estratificação social baseada em critérios raciais. À época da Independência calcula-se que a população da América espanhola estava formada por:

300 mil chapetones,
3 milhões de criollos,
5 milhões de mestiços
10 milhões de índios
800 mil negros

Antecedentes

Merecem destaque alguns movimentos ocorridos antes da grande onda de luta independentista, mas que dão uma idéia do descontentamento de vários setores sociais em diferentes pontos da colônia.

Tupac Amarú: foi o nome adotado por José Gabriel Condorcanqui. Descendente de incas pelo lado materno, era cacique, abastado e culto. Como tropeiro conheceu várias partes do Peru. Impressionado com a absurda exploração dos índios, por 4 anos, desde 1776 tentou resolver seus problemas apelando às próprias leis espanholas e a seus juízes. Tempo perdido. Foi então que adotou o nome de Tupac Amarú.

Iniciou uma revolta a 4 de novembro de 1780, condenando à morte o corregedor Arriaga e anunciou a abolição de tributos pagos pelos índios, chamando-os à insurreição. Seu movimento atingiu , em pouco tempo, quase toda a área do antigo Tahuantinsuyo (o Império Inca). Todavia, não houve parte da colônia onde não repercutisse essa rebelião. Os espanhóis não aceitaram negociar em hipótese alguma. Os criollos apoiaram os espanhóis, alguns caciques traíram e Tupac Amarú teve sua língua cortada, sendo depois esquartejado por 4 cavalos na Plaza de Armas de Cuzco.

Manuel Hidalgo e José Maria Morelos: ambos padres, lideraram os primeiros intentos de independência no México. Hidalgo pronunciou um inflamado discurso a seus paroquianos após ter libertado os presos e encarcerado as autoridades espanholas. Isso aconteceu em 16 de setembro de 1810, denominando-se seu discurso como o “Grito de Dolores”. Inicia sua rebelião em Dolores com 600 homens, chegando a mais de 100 mil em poucos dias. Domina várias cidades, desperta inúmeras insurreições, que geram inúmeras lideranças de extração popular. Uma delas, à qual se deu pouca atenção inicialmente, era o padre Morelos. Em 30 de julho de 1811, foi executado.

Mas antes havia expedido decretos garantindo a terra para os índios, abolindo a escravidão dos negros e extinguindo monopólios estatais e tributos pagos pelos índios. A derrota de Hidalgo não sufocou a rebelião popular, destacando-se o já citado Padre Morelos, homem inteligente e inculto. Entre 1812 e 1813, sua liderança conduziu a várias vitórias contra os espanhóis, fazendo-o preocupar-se com a elaboração de uma constituição que foi redigida por um congresso composto por brilhantes intelectuais criollos. O tempo ocupado com essas questões políticas levou ao seu enfraquecimento militar e à derrota. O chamado “Rayo del Sur” foi preso e fuzilado em 22 de dezembro de 1815.

Francisco de Miranda: foi precursor das lutas pela Independência na Venezuela. Chegou a reunir o Congresso Geral da Venezuela que proclamou a Independência em 1811. Todavia, suas posições radicalmente republicanas deixaram-no isolado diante dos criollos, levando-o à derrota e rendição diante do comandante espanhol, em 1812. Será de seu grupo, porém, que sairá o grande libertador Simón Bolívar.

A CONJUNTURA

Na verdade, pode-se dividir o processo de independência das colônias em duas fases distintas. A primeira vai de 1808 a 1814 e a Segunda, deste ponto até 1822. Na primeira fase, em vários pontos, esboçaram-se projetos de luta, que nem sempre davam prioridade à independência, em que as classes populares buscaram seus objetivos e foram protagonistas. Misturado a isso os criollos, através dos cabildos, oscilaram entre a independência e a fidelidade ao rei da Espanha, entre propostas republicanas e monarquistas e entre os interesses regionais e gerais.

Em todo caso, os criollos mantiveram-se sempre arredios a quaisquer movimentos de cunho popular. Mas, o desencadear de todas essas lutas ocorreu por conta dos acontecimentos na Europa. As tropas de Napoleão Bonaparte haviam invadido a Espanha e aprisionado seu rei, Fernando VII. José Bonaparte, irmão do Imperador francês, foi feito Rei da Espanha. Tal situação deixou meio atarantados os altos funcionários e oficiais militares espanhóis na América. Através dos cabildos, os criollos passaram a declarar-se os verdadeiros dirigentes, as verdadeiras autoridades “por fidelidade a Fernando VII”.

Quer dizer, tornam-se independentes, sem o declarar. Aproveitam-se dessa situação esquizofrênica para estabelecer a liberdade de comércio. Isso é bom para os criollos, que realizam seus dois sonhos: ocupar os cargos de poder político-administrativo – que eram monopólio dos chapetones – e comerciar livremente, sem os limites do pacto colonial. Mas, isso é muito melhor para os ingleses, que vão praticamente monopolizar o “livre-comércio” da América espanhola. No entanto, nessa fase, o apoio inglês não é muito entusiástico. Os ingleses sempre foram inimigos dos espanhóis, mas agora a Espanha é inimiga de Napoleão, que é o maior inimigo da Inglaterra, então o inimigo do meu inimigo é meu amigo. A derrota de Napoleão significou a volta ao poder de Fernando VII. Este pagará a fidelidade dos colonos e dos próprios espanhóis, com o pleno restabelecimento do Absolutismo, com todos os seus instrumentos.

Esta reação absolutista encontrará agora a decidida oposição dos criollos, encharcados de espírito revolucionário iluminista. Naturalmente, o Iluminismo terá uma leitura muito seletiva da parte dos criollos. Agora também, a Inglaterra não precisará mais de delicadezas para com a Espanha, vindo a apoiar de forma descarada as ambições de independência dos criollos. Entramos, pois, na segunda e decisiva fase. Buenos Aires, Venezuela/Caracas e México serão os 3 principais focos de irradiação do movimento de independência. Lima será o principal foco da reação espanhola. Os cabildos, sob controle da elite criolla, serão os protagonistas. As massas populares, se participarem, será para morrer…pela pátria.

ARGENTINA

O que chamamos hoje de Argentina era parte do Vice Reinado do Prata, que incluía os atuais Uruguai, Paraguai e Bolívia. No território propriamente argentino, habitavam, à época da independência , em torno de 406 mil pessoas, sendo a Província de Buenos Aires a parte mais populosa, com perto de 92 mil pessoas, com metade desse total vivendo na cidade de Buenos Aires. Pelo porto de Buenos Aires passava o comércio dos produtos coloniais com a metrópole e os artigos manufaturados e alimentos de luxo importados.

A pouca importância dos produtos exportados, reduzia o peso econômico e político das classes proprietárias do interior. A burguesia portenha (comerciantes de Buenos Aires) terá assim um domínio muito maior do que outras classes abastadas nas colônias. A 25 de Maio de 1810, o cabildo de Buenos Aires forma uma Junta de Governo, a qual depõe o vice-rei Cisneros, para governar em nome do Rei Fernando VII.

Entre os que tomam essa atitude há de tudo: os que querem abertamente a independência, os que sinceramente esperam a volta de Fernando VII, há os que querem a independência com Monarquia ou com República, unitaristas uns e federalistas outros. Há consenso sobre a liberdade de comércio. A derrota de Napoleão e a restauração absolutista de Fernando VII levará à Declaração de Independência, em 1816, no Congresso de Tucumán.

PARAGUAI

Esta província estivera livre tanto da exploração mineradora quanto da agricultura tropical de exportação. A expulsão dos jesuítas, que haviam feito aí seus maiores experimentos, deixara um vazio social e político não preenchido por nenhum grupo social. A 1ª Junta de Governo formada em Buenos Aires enviou mensageiros ao Paraguai para colocar-se como o novo governo em lugar do desfeito Vice-Reino. Em 24 de julho de 1810, os paraguaios realizaram um Congresso próprio que não reconheceu a autoridade da Junta portenha.

O governador espanhol, General Velazco, temendo os portenhos pôs-se em contato com a Corte portuguesa, instalada desde 1808 no Rio de Janeiro. Buenos Aires mandou tropas sob comando do General Belgrano para submeter os paraguaios. Belgrano foi derrotado e se convenceu de que os paraguaios amavam Velazco. Mas, o que era mais forte entre eles, era o sentimento autonomista. Uma conjuração de autonomistas conseguiu formar um triunvirato governante do qual fazia parte o próprio Velazco.

No entanto, constatado que este conspirava com os portugueses, foi afastado. O poder acabou, então, nas mãos do Dr. José Gaspar de Francia, que se proclamou Ditador Perpétuo, conseguindo criar um Estado independente, que desenvolveu também uma “sui generis” experiência econômica e social.

URUGUAI

Outro nó na garganta da burguesia portenha foi a província que à época era conhecida como Banda Oriental. Um dos problemas era sua capital: Montevidéu, porto concorrente com o de Buenos Aires. O maior problema, no entanto, era o caudilho José Artigas. Além de não aceitar o domínio político de Buenos Aires, ainda se pôs a libertar o Uruguai dos espanhóis e a adotar procedimentos democráticos com seus “soldados”.

Estes em sua maioria eram peões, os “gauchos” , aos quais Artigas decidiu também distribuir a terra, fazer uma reforma agrária. Buenos Aires preferiu derrotar Artigas, influente também nas províncias de Córdoba, e nas da Mesopotâmia Argentina. Foi certamente com a concordância dos portenhos que D.João VI manda invadir o Uruguai, anexando-o ao Brasil com o nome de Província Cisplatina.

Artigas termina seus dias exilado no Paraguai. Somente em 1825, os uruguaios retomam sua luta pela independência, com os chamados “33 orientais” comandados por Lavalleja. Instalado o governo provisório, os uruguaios solicitam sua anexação às Províncias Unidas do Rio da Prata – nome que tinha, nesse momento, a Argentina. O Brasil, governado por Pedro I, não aceita, vindo a guerrear também contra os argentinos. A Inglaterra intervém em 1828 e cria-se a República Oriental do Uruguai. Nem para o Brasil, nem para a Argentina; independente, para a Inglaterra.

VENEZUELA E NOVA GRANADA

Após o fracasso da Independência tentada por Miranda, em 1811, a luta é retomada por um jovem e rico criollo chamado Simón Bolívar. Iniciou sua luta em 1813, vencendo algumas vezes, sofrendo grandes revezes outras vezes. Foi recebido em Caracas triunfalmente como “Libertador” , em 1813. Mas, é derrotado em seguida, indo parar na Jamaica. Ali, recebe ajuda do Presidente Alexandre Pétion, do Haiti.

Apoiado também por uma Legião Britânica atravessa os Andes, entrando na Colômbia, decidindo a sorte na batalha de Boyacá, em agosto de 1819. Em dezembro do mesmo ano, o Congresso de Angostura, na Colômbia, decide a criação da Grande Colômbia, unindo-se à Venezuela, com capital em Bogotá. Em novembro de 1820, o general espanhol Pablo Morillo admite sua derrota. O poder espanhol na Venezuela só foi derrotado por Bolívar em junho de 1821, na Batalha de Carabobo. Guayaquil, no Equador, e o Panamá uniram-se à Grande Colômbia. Essa unidade, ideal supremo de Bolívar, cheia de permanentes tensões, sobrevive apenas até 1829.

CHILE, PERU E BOLÍVIA

Em 1808, sob a liderança de Bernardo O’Higgins instalou-se uma Junta Governativa independente no Chile. Os espanhóis retomaram o controle em 1814. O general argentino José de San Martin decide, em 1817, formar o Exército dos Andes, obtendo decisivas vitórias em Maipú e Chacabuco. San Martin apoia a indicação de O ’Higgins para presidente chileno. Os chilenos declaram-se formalmente independentes em fevereiro de 1818. Do Chile, San Martin segue para o Peru para assediar Lima, o maior centro da reação espanhola. Apoiado por mar, por Lord Cochrane, obtém a Independência do Peru em 1821.

Em 1822, em Guayaquil, nos dias 26 e 27 de julho, houve uma reunião decisiva entre os dois grandes libertadores, San Martin e Bolívar. O que conversaram ninguém sabe, mas San Martín retirou-se da vida política, indo viver na França até sua morte. Enquanto isso, os espanhóis haviam retomado Lima, que foi definitivamente libertada por Bolívar, em 1824.

Este envia o General Sucre para a libertação definitiva do Alto Peru. Coube a Sucre a glória de travar a última e definitiva batalha contra os espanhóis, a de Ayacucho, a 9 de dezembro de 1824. Os habitantes do Alto Peru rejeitavam tanto a anexação ao Alto Peru quanto à Argentina (da qual fariam parte se persistisse a divisão do período vice- reinal). Em 6 de agosto de 1825, decidiu-se pela Independência, adotando o nome de República da Bolívia, nome dado em homenagem ao grande libertador.

MÉXICO

A enorme participação popular nos movimentos emancipadores, liderados pelos padres Hidalgo e Morelos, deixou apavoradas as elites mexicanas, tanto os chapetones, quanto os criollos, passando naturalmente pela Igreja Católica. Desta maneira, a independência acabará por ser feita por aqueles que reprimiram a luta emancipacionista do povo. As elites estavam divididas nas tendências monarquista e republicana. Entre esses últimos havia ainda os centralistas e os federalistas.

A Revolução Liberal de 1820, ocorrida na Espanha, que obrigara Fernando VII a jurar uma Constituição, deixou assombrada a elite mexicana. Mesmo os maiores defensores da Espanha passaram a temer que as medidas liberais da Constituição espanhola afetassem seus interesses. O general Itúrbide, que sufocara os movimentos populares, elabora o “Plano de Iguala”, em 1821. Nesse documento, garante-se a igualdade de direitos para espanhóis e criollos, declara-se o catolicismo como religião oficial, e é mantida toda a estrutura agrária.

Por fim, oferece a coroa mexicana a Fernando VII. O vice-rei abandona o poder que passa às mãos de Itúrbide. A 21 de setembro de 1821, é assinada a Ata de Independência. O general Agustín Itúrbide declara-se Imperador Agustín I, em 1822, sendo derrubado por Antonio Lopez de Sant’Anna, que restabelece a República em 1823. Em 1824, aprovou-se a primeira Constituição dos Estados Unidos do México.

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Uma Resposta a História da Independência do Haiti

  1. Jhones Rodrigues diz:

    Parabéns, ótimo site!!

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