História das Grandes Navegações

O século XIV foi um século de crises na Europa. As duas principais foram a crise do comércio e a do feudalismo. Nessa época o comércio europeu já se ligava à Ásia (Índias), sendo feito pelos árabes do Oriente a Constantinopla, pelos italianos no Mediterrâneo e pelos flamengos (holandeses) no Mar do Norte e no interior do continente. No entanto a escassez de metais nobres, amoedáveis (ouro e prata), gera a crise, uma crise de crescimento. É necessário encontrar metais nobres em outros lugares, ou as especiarias ou, em último caso, se os metais ou as especiarias não forem encontrados, é necessário encontrar uma nova rota que ligue a Europa às Índias. Qualquer que seja a alternativa, navegar é preciso.

Todavia, a existência do particularismo político característico do feudalismo é o maior impedimento às navegações. Para que se solucione essa crise econômica é necessário que se promova uma grande mudança política. Nesse caso, é fundamental que haja a Centralização do Poder Político.

Somente com a Monarquia Nacional, com o poder centralizado nas mãos do Rei, será possível reunir capitais e desenvolver novas técnicas de navegação que permitam ao comércio europeu superar a sua crise. Para tanto, é necessária a aliança da burguesia com o Rei, derrotando a nobreza feudal. Sem essa condição política não há navegações, e sem as navegações não há como solucionar a crise.

Portugal foi o primeiro país europeu a formar a sua Monarquia Nacional, o que aconteceu graças à chamada Revolução de Avis (1383-85), por isso foi o primeiro país a navegar. Durante o século XV os portugueses fizeram o “périplo africano”, navegando e comerciando na costa ocidental da África e descobrindo ilhas e arquipélagos, chegando em 1488 ao Cabo da Boa Esperança, no extremo sul do continente. Até aí não havia nenhuma concorrência para os portugueses, pois ainda nenhum país havia alcançado plenamente a consolidação de suas respectivas monarquias nacionais.

A Espanha conclui a Reconquista em 1/1/1492, e no mesmo ano os Reis Católicos apoiaram a expedição do genovês Cristóvão Colombo, que pretendendo chegar ao Oriente navegando no rumo do Ocidente, descobriu a América em 12 de outubro.

Na disputa entre as duas nações ibéricas pelas novas terras, Portugal obtém o Tratado de Tordesilhas (1494), que afasta os espanhóis da costa africana e garante a primazia lusa na chegada às Índias com Vasco da Gama em 1498.

Dois anos depois a expedição de Cabral toma posse do Brasil, mas as incomparáveis vantagens comerciais oferecidas pelo Oriente, faz com que os portugueses se concentrem naquela atividade, deixando o Brasil em segundo plano durante os 30 anos seguintes.

Finalmente em 1530, devido à decadência do comércio com o Oriente e a intensa presença de piratas e corsários de outras nacionalidades na costa brasileira, D. João III organiza a expedição de Martin Afonso de Souza que dá início à colonização do Brasil.


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