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	<title>A História</title>
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	<description>Aguarde! Em breve Seremos o maior site de História da Língua Portuguesa.</description>
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		<title>A História da Batalha de Issus ou Isso (Guerra)</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 15:14:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Felipe da Macedônia conquistou Tebas e tornou-se senhor absoluto da Grécia em 338 a.C. Os soldados macedônicos, grandes cavaleiros e também grandes bebedores, planejavam então, marchar contra a Pérsia, mas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Felipe da Macedônia conquistou Tebas e tornou-se senhor absoluto da Grécia em 338 a.C. Os soldados macedônicos, grandes cavaleiros e também grandes bebedores, planejavam então, marchar contra a Pérsia, mas Felipe morreu prematuramente. Seu filho Alexandre (356-323 a.C.), que havia liderado o ataque da cavalaria que derrotou os tebanose e que mais tarde ficaria conhecido como Alexandre, o Grande, o sucedeu. Poucas vezes na história um líder militar do porte de Felipe foi sucedido por um filho que se tornaria ainda mais genial que o pai.</p>
<p style="text-align: justify;">Alexandre liderou trinta mil soldados macedônicos através do Helesponto até a macedônicos através do Helesponto até a Ásia Menor em 333 a.C. Derrotou um exército persa do mesmo tamanho do rio Granicus e marchou para o leste. No sudeste da Ásia Menor, encontrou um exército de noventa mil persas, liderados pelo rei Dario III (380? &#8211; 330 a.C.), que como Xerxes, seu antecessor, era conhecido como o Rei dos Reis. Dario posicionou seu exército ao longo das linhas de abastecimento de Alexandre e forçou os macedônios a lutarem em Issus, às margens do rio Payas, próximo a Iskenderun, hoje na Turquia.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Mosaico de Alexandre, cópia romana de uma pintura helenística tardia, c. 80 a.C. Museu Nacional, Nápoles.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A batalha aconteceu em uma planície estreita entre as montanhas e o mar, o que impediu que Dario usasse todo o seu exército (alguns comentaristas especulam que Dario comandava cerca de quinhentos mil homens). Além disso, as forças de Dario eram compostas de soldados provenientes de muitos grupos culturais e nacionais diferentes (bactrianos, persas, fenícios e até mercenários gregos), ao passo que as tropas de Alexandre formavam um núcleo coeso de soldados que só conheciam a vitória.</p>
<p style="text-align: justify;">Dario começou avançando a cavalaria em seus flancos, esperando levar os macedônios até onde um número maior de seus soldados pudesse atacá-los. A cavalaria macedônica conduziu os cavaleiros persas e então partiu para a ofensiva, cavalgando contra o corpo principal do exército da Pérsia. Não parecia haver motivos para que os persas não triunfassem, mas a composição multinacional do exército de Dario causou-lhe problemas. Seus homens não se coordenaram bem uns com os outros e o avanço repentino da falange macedônica, um muro de lanças e espadas desenvolvido por Felipe e aperfeiçoado por Alexandre, deixou-os apavorados. Só os mercenários gregos de Dario continuaram a lutar; os outros grupos do exército persa se desintegraram face ao ataque de Alexandre. Dario fugiu do campo de batalha. Ele e seus homens foram perseguidos pela cavalaria grega, mas conseguiram escapar. O mesmo não pode ser dito dos 15 mil homens do exército persa que foram abatidos, nem da rainha e da família de Dario, que foram capturados pelos gregos após a batalha. Um dia de lutas havia dado a Alexandre o controle absoluto da Ásia Menor e também de regiões dos atuais Líbano e Síria.</p>
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		<title>A História da Batalha de Leuctra (Guerra)</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 15:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O domínio de Esparta na península grega foi tão nocivo para as cidades-estado gregas quanto o fora o domínio de Atenas. Uma geração após a Batalha de Egospótamo, os gregos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O domínio de Esparta na península grega foi tão nocivo para as cidades-estado gregas quanto o fora o domínio de Atenas. Uma geração após a Batalha de Egospótamo, os gregos começavam a querer um grau mais elevado de independência de Esparta. Um dos líderes do novo movimento foi Epaminondas (418-362 a.C.), filho do rei de Tebas, outra cidade-estado grega. Quando menino, Epaminondas fora obrigado a ficar em Esparta como refém para garantir o bom comportamento do pai. Observador dedicado tanto da natureza humana quanto das táticas militares, ele acompanhava os espartanos de perto e conseguiu entender por que eles eram conhecidos como os melhores guerreiros de seu tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se tornou rei de Tebas, Epaminondas se recusou a pagar impostos a Esparta. Depois, enfrentou uma invasão espartana em seus territórios, o que todos os líderes gregos temiam imensamente. O exército tebano se reuniu 16 quilômetros a oeste de Tebas, na atual Voiotia, Grécia. Esparta tinha 11 mil homens, e Tebas, cerca de seis mil. As chances não eram boas para os tebanos, que sabiam também como sabiam todos os gregos, que os guerreiros espartanos estavam invictos desde a Batalha de Termópilas, 110 anos antes. Mas Epaminondas tinha suas próprias opiniões sobre a invencibilidade de Esparta.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Após a batalha, um guerreiro carrega o corpo de um se seus colegas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Os espartanos organizavam seus homens segundo a maneira tradicional, colocando os melhores guerreiros em seu flanco direito. Epaminondas fez o contrário, dispondo seus melhores homens em seu flanco esquerdo, diretamente opostos aos melhores espartanos. Também arrumou seu flanco direito em formato de esquadrilha, distante dos espartanos, deixando dessa forma, de colidir totalmente frente a frente, como era o costume. A esquerda tebana, disposta em uma coluna de 24 metros de largura por 45 de profundidade, passou rapidamente pelo flanco direito de Esparta. A batalha ocorreu por volta de 371 a.C. Os espartanos lutaram com determinação e bravura, mas não fizeram nenhuma inovação tática para reagir a esse ataque. Em poucas horas, Epaminondas havia derrotado os espartanos, que perderam dois mil homens, inclusive seu rei, Cleombrotos. As baixas tebanas não foram registradas, mas acredita-se que tenham sido pequenas. No final do dia, Tebas surgia como nova potência militar da Grécia. A batalha também confirmou que movimentos coordenados das tropas poderiam derrotar até mesmo os guerreiros mais robustos.</p>
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		<title>A História da Guerra do Peloponeso</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 15:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sucesso pode gerar arrogância, orgulho e vaidade. Parece ter sido isso que aconteceu com Atenas nos cinqüenta anos que se seguiram à derrota dos persas em Maratona, Salamina e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O sucesso pode gerar arrogância, orgulho e vaidade. Parece ter sido isso que aconteceu com Atenas nos cinqüenta anos que se seguiram à derrota dos persas em Maratona, Salamina e Platéia. Inflamada com a vitória naval de Salamina, Atenas passou a construir um império próprio no mar Egeu. Pequenas ilhas logo descobriram que precisavam pagar impostos a Atenas para manter sua posição na Liga Délia, uma associação criada para repelir futuros ataques persas. Quando a ilha de Melos se recusou a pagar o imposto, os atenienses a atacaram, capturaram seus habitantes e os venderam como escravos. Os outros gregos, fossem de Esparta, Corinto ou Tebas, talvez tenham se perguntado se o domínio ateniense seria melhor que uma ocupação persa.</p>
<p style="text-align: justify;">Esparta, potência localizada na região sul da Grécia, emergiu como único grande oponente de Atenas. Os guerreiros espartanos eram conhecidos por sua dedicação e bravuraa. Após uma séria de manobras e contramanobras diplomáticas, Atenas e Esparta entraram em guerra &#8211; era o início da longa e cruel Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.).</p>
<p style="text-align: justify;">Liderados por Péricles (495-429 a.C.), os atenienses evitaram confrontar os espartanos em combate aberto. Deixaram o inimigo destruir os vinhedos nas redondezas de Atenas enquanto permaneciam em segurança atrás dos muros da cidade e mandavam frotas para atacar Esparta por mar. Essa estratégia foi vantajosa nos primeiros dois anos de guerra, mas então, Atenas foi atingida por um terrível praga, que matou muitos de seus melhores homens, inclusive Péricles. A guerra de arrastava, sem conclusão à vista.</p>
<p style="text-align: justify;">Atenas desperdiçou muitos homens e dinheiro em uma tentativa fracassada de capturar a cidade de Siracusa, na Sicília, uma aliada de Esparta. Enquanto isso, os espartanos desenvolviam sua própria frota &#8211; com o auxílio da Pérsia, inimiga de todos os gregos. Logo começaram a ameaçar o abastecimento de alimentos de Atenas. Totalmente dependentes dos grãos trazidos à cidade por navio através do mar Negro,  os atenienses atacaram os espartanos por mar. Esparta venceu a Batalha de Egospótamo em 404 a.C., encerrando definitivamente a guerra. Segundo os termos do tratado de paz, Atenas era obrigada a derrubar seus muros de proteção, a renunciar a seu império marítimo e a permitir a hegemonia espartana na Grécia. Embora a longa guerra tivesse terminado, outras cidades-estado gregas viriam a ressentir Esparta tanto quanto tinham invejado Atenas.</p>
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		<title>A História das Guerras entre a Grécia e a Pérsia</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 15:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comparada ao poderoso Império Persa, a Grécia era um território pequeno e insignificante, pontilhado de pequenas cidades-estado, cada uma com população em torno de trinta mil habitantes. Não costumava haver...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Comparada ao poderoso Império Persa, a Grécia era um território pequeno e insignificante, pontilhado de pequenas cidades-estado, cada uma com população em torno de trinta mil habitantes. Não costumava haver cooperação de Atenas, Tebas, Esparta, Corinto e outras cidades-estado em tempos de paz: cada qual cuidava de seus assuntos e tentava superar comercialmente as vizinhas. Mas essa terra de centros políticos desunidos precisou de ajuda quando o Império Persa ameaçou se expandir para além da Turquia até o mar Egeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 499 a.C., as colônias gregas da Turquia começaram a se revoltar contra a regência da Pérsia. Atenas e outras cidades-estado enviaram ajuda para os conterrâneos da Grécia. Como resposta, Dario I (558-486 a.C.), rei da Pérsia, enviou um exército e uma esquadra para conquistar a Grécia em 490 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">A frota persa ancorou próximo à costa da Grécia, ao norte de Atenas. Aproximadamente trinta mil soldados persas desembarcaram e marcharam contra Atenas, a cidade mais exposta a ataques por terra e por mar. Os persas foram atacados na praia por dez mil atenienses concentrados em postos mais elevados. Correndo para o ataque, os guerreiros hoplitas desequilibraram os persas e fizeram o exército inteiro recuar, desordenadamente, de volta aos navios. Cerca de seis mil persas morreram na praia, na batalha de Maratona; a Grécia permaneceu livre e pode continuar a realizar suas experiências democráticas.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Figura de guerreiro persa em cerâmica esmaltada policrômica, originária da sala de audiências do palácio de Dário I, em Susa.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Dez anos depois, Xerxes (519-465 a.C), sucessor de Dario, fez outra tentativa de subjugar os gregos. Comandando trezentos mil soldados persas por terra, através da Turquia, e cruzando o estreito de Helesponto, Xerxes chegou a Atenas e queimou grande parte da cidade em 480 a.C. Entretanto pouco depois, viu sua frota perder a batalha de Salamina, bem ao sul de Atenas. Os atenienses haviam construído embarcações com três ordens de remos. Podendo manobrar seus navios mais rapidamente nas águas restritas de baía de Salomina, os gregos venceram por esperteza a enorme frota persa. O numeroso exército de Xerxes despendia dos suprimentos de sua frota; Xerxes voltou para a Ásia, deixando entretanto, um exército de tamanho considerável sob o comando de Mardônio para assediar os gregos durante o ano seguinte. O exército de Mardônio foi completamente derrotado pelos guerreiros hoplitas da Grécia em Platéia, na primavera de 479 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros combates se seguiram e um ressentimento duradouro se desenvolveu em ambos os lados. As guerras ocorreram em 499-448 a.C. Um novo conflito parecia provável, mas antes de atacar os persas, os gregos ainda iriam lutar entre si em uma série de conflitos conhecidos como Guerra do Peloponeso.</p>
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		<title>A História da Batalha de Kadesh (Guerra)</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 14:58:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Próximo à virada do século XIV a.C., um novo reino surgiu na Ásia Menor, atual Turquia, desafiando o poder do Egito no Oriente Médio. O império hitita é relativamente desconhecido...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Próximo à virada do século XIV a.C., um novo reino surgiu na Ásia Menor, atual Turquia, desafiando o poder do Egito no Oriente Médio. O império hitita é relativamente desconhecido para os historiadores de hoje, mas não há dúvidas de que seus habitantes usavam armas de ferro em uma época em que os egípcios e quase todos os outros povos ainda utilizavam o bronze para fabricar as suas.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando os hititas começaram a competir com o Egito pelo controle do território onde hoje ficam Israel e Líbano, os egípcios decidiram desferir um golpe fatal contra o novo reino. O faraó egípcio Ramsés II recrutou um exército de vinte mil homens, incluindo soldados de infantaria e condutores de carros de guerra. Teve como oponente um exército hitita de 8.500 homens de infantaria e dos carros de guerra (os hititas levaram 3.500 carros puxados a cavalo para o combate).</p>
<p style="text-align: center;"><em>Ippolito Rosselini. Monumento Histórico, século XIX.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A batalha ocorreu ao sudeste de Kadesh em 1294 a.C., às margens do rio Orontes, na Síria. A princípio, os hititas pareciam levar vantagem. A força de seu primeiro ataque com os carros de guerra confundiu os egípcios e os hititas penetraram no acampamento principal do exército de seus inimigos. Muitos dos soldados hititas passaram a saquear o acampamento, o que deu aos egípcios a oportunidade para se reorganizarem. A batalha terminou em um empate sangrento e inconclusivo. Ramsés II registrou a batalha em detalhes em monumentos e obeliscos, mas seus registros não mostraram que a batalha de Kadesh deixou tudo praticamente como era antes: um poderoso reino hitita ao norte e um venerável império egípcio ao sul, com uma &#8221;terra de ninguém&#8221; no meio. A batalha mudou a história do mundo porque deixou aquela terra de ninguém intacta. Na região (Líbano, Síria, Israel e Cisjordânia de hoje) desenvolveram-se mais tarde uma série de pequenos reinos (e não poderosos impérios). Esses pequenos reinos geraram importantes descobertas para o futuro do mundo. O reino da Fenícia, por exemplo, onde hoje fica o Líbano, desenvolveu o primeiro alfabeto fonético do mundo, com 21 letras, e os reinos da Judéia e de Israel desenvolveram práticas religiosas monoteístas.</p>
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		<title>A História da Batalha e Cerco a Tenochtitlán (Guerra)</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 14:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos tempos das conquistas européias dos povos indígenas, poucas vitórias pareceram tão completas como a de Hernán Cortés (1485 &#8211; 1547), o espanhol que derrubou o império asteca no atual...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nos tempos das conquistas européias dos povos indígenas, poucas vitórias pareceram tão completas como a de Hernán Cortés (1485 &#8211; 1547), o espanhol que derrubou o império asteca no atual México. Historiadores vêm analisando essa notável conquista e ainda não conseguiram explicar inteiramente todos os fatores que colaboraram na vitória espanhola.</p>
<p style="text-align: justify;">Cortés desembarcou na costa do México em 1521. Tinha apenas seiscentos homens e alguns cavalos com ele. Sabendo muito pouco sobre a extensão do império asteca, mas acreditando que fosse rico em ouro, ele abriu caminho até Tenochtitlán, atual Cidade do México. Cortés chegou a Tenochtitlán em 8 de novembro de 1519 e passou a aterrorizar os índios com armas de fogo, cavalos, cães e armas brancas espanholas. Em pouco tempo, abduziu o imperador asteca, Montezuma II (1466 &#8211; 1520), e começou a tomar ouro e prata dos habitantes. Não obstante sua óbvia ganância e seu desdém pelos astecas, Cortés foi ousado e engenhoso no combate. Ao saber que um contingente de espanhóis havia desembarcado na costa para prendê-lo, deixou um pequeno número de homens na capital e correu até a costa, onde derrotou os homens que lhe deviam prender e depois ganhou seu apoio. Corrrendo de volta a Tenochtitlán, enfrentou uma enorme revolta do povo asteca. Cortés e seus homens conseguiram sair à força da cidade em 20 de junho de 1520, data que ficou conhecida pelos espanhóis como Noche Triste, ou &#8221;Noite Triste&#8221;. Quase mil espanhóis perderam a vida naquela noite, bem como muitos de seus aliados indígenas.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Planta de Tenochtitlán, in Civitates Orbis Terrarum de Georgius Braun, 1594. Biblioteca Nacional, Madri.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo alianças com os índios totonacas e de Tlaxcala, que odiavam seus conquistadores astecas porque esses exigiam sacrifícios humanos como homenagens, Cortés voltou e sitiou a cidade em 26 de maio de 1521. Montezuma havia morrido em lutas anteriores e seu substituto como imperador asteca estava determinado a resistir aos espanhóis. Esses, ao lado de seus aliados indígenas, lutaram por dois meses e meio até chegar à cidade. Em 13 de agosto de 1521, realizaram um ataque concentrado e capturaram a sua parte interna. Cortés e seus homens haviam triunfado com grande custo de vidas humanas. Dos duzentos mil astecas que habitavam a cidade antes da chegada de Cortés, apenas um terço sobreviveu. As conquistas arquitetônicas e culturais dos astecas foram destruídas pelos espanhóis nos anos de consolidação que se seguiram. Tenochtitlán foi decisiva para o desenvolvimento futuro das Américas Central e do Sul, na medida em que o desejo dos europeus de ouro e glória continuava a causar impacto nos povos nativos do Novo Mundo.</p>
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		<title>A História da Batalha e Cerco de Granada (Guerra)</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 14:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Poucos povos na história do mundo lutaram tão obstinadamente por um período tão longo quanto os espanhóis em sua tentativa de reconquistar dos árabes e dos mouros a Península Ibérica....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Poucos povos na história do mundo lutaram tão obstinadamente por um período tão longo quanto os espanhóis em sua tentativa de reconquistar dos árabes e dos mouros a Península Ibérica. A Reconquista Espanhola durou de 800 d.C. a 1492, quando o reduto mais importante dos mouros, Granada, caiu ante os exércitos do rei Fernando de Aragão (1452 &#8211; 1516) e da rainha Isabel de Castela (1451 &#8211; 1504).</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois monarcas cristãos casaram-se em 1469, unindo seus reinos, antes distintos. Durante a década de 1480, eles lutaram contra o reino mouro de Granada, alojado na região mais ao sul da Espanha. Após a captura de Málaga, em 1487, tudo o que restava aos mouros era a própria cidade fortaleza de Granada, comandada pelo último dos líderes mouros, o rei Abu Abd Allah Mohammed XI, mais conhecido como Boabdil (morto em 1527).</p>
<p style="text-align: justify;">Embora soubesse que sua posição era desesperadora, Boabdil se recusou a louvar os líderes cristãos. Em abril de 1491, o rei Fernando apareceu diante da cidade com oitenta mil homens. A despeito da capacidade de defesa da cidade (que era ainda maior devido aos dois castelos de Albaicín e Alhambra), os mouros estavam condenados a morrer de fome ou a ser derrotados em campo aberto. Para demonstrar seu poder invencível, Fernando e Isabel construíram uma cidade inteiramente nova, chamada Santa Fé, nove quilômetros a oeste de Granada.</p>
<p style="text-align: center;"><em>R. Balaca. Cristóvão Colombo diante dos soberanos da Espanha, 1874. Museu de História Nacional, Buenos Aires.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Em face dessas dificuldades, Boabdil começou a negociar. A rendição se deu em 2 de janeiro de 1492, quando Boabdil entregou as chaves da cidade a Fernando e Isabel. A Reconquista chegava finalmente ao fim, séculos após os primeiros árabes e mouros cruzarem o Estreito de Gibraltar, em 711 d.C.</p>
<p style="text-align: justify;">Como conseqüência secundária da vitória, Fernando e Isabel ficaram ricos o suficiente para patrocinar Cristóvão Colombo (1451 &#8211; 1506) em sua tentativa de encontrar terra navegando para o oeste, pelo oceano Atlântico. Com a mesma intensidade com que haviam ficado desconsolados com a rendição de Constantinopla, cristãos de toda a Europa ficaram exultantes com a notícia da tomada de Granada. Como resultado dessa vitória, uma série de impetuosos guerreiros espanhóis, nascidos e criados sob o ideal da Reconquista, iriam voltar sua energia para o Novo Mundo.</p>
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		<title>A História da Guerra das Rosas</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 13:15:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A complicadíssima Guerra das Rosas começou em 1455 por duas razões: a população da Inglaterra ficara enfurecida com o resultado da Guerra dos Cem Anos e as duas casas ducais...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A complicadíssima Guerra das Rosas começou em 1455 por duas razões: a população da Inglaterra ficara enfurecida com o resultado da Guerra dos Cem Anos e as duas casas ducais estavam competindo pelo trono inglês. A Guerra dos Cem Anos finalmente terminou em 1453 e muitos ingleses ressentiam ter pagado tantos impostos para sustentar um combate que, no final, havia perdido todos os terreitórios ingleses na França.</p>
<p style="text-align: justify;">Para piorar as coisas, a Casa de York afirmava que o rei Henrique VI (1421 &#8211; 1471) e sua mulher, Margaret d&#8217;Anjou, da Casa de Lancaster, haviam assumido o trono por engano. Ricardo, duque de York, acreditava que sua reivindicação ao trono era superior, já que descendia do terceiro filho do rei Eduardo III, enquanto o rei Henrique VI descendia do quarto filho daquele monarca.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1450, Ricardo forçou o rei a reconhecê-lo como herdeiro ao trono. Em 1453, o rei Henrique VI sofreu de insanidade temporária e, no mesmo ano, sua mulher teve um filho que obviamente, passou a ter precedência sobre a reivindicação do duque de York. O rei se recuperou em 1454 e Ricardo, vendo-se excluído da câmara real, tomou as armas, iniciando a Guerra das Rosas entre a Casa de Lancaster, que exibia uma rosa vermelha como emblema, e a Casa de York, com sua rosa branca. O conflito duraria trinta anos.</p>
<p style="text-align: justify;">A Casa de York venceu a Batalha de Saint Albans em 1455, mas em 1459, Ricardo e seus principais partidários fugiram do país, voltando depois para vencer a Batalha de Northampton, em 1460, na qual o rei Henrique VI foi feito prisioneiro. A rainha Margaret continuou a lutar e suas forças venceram a Batalha de Wakefield. Ricardo foi morto na batalha e seu filho Eduardo assumiu a liderança da Casa de York, ajudado pelo conde de Warwick.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Batalha de Tewkesbury.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A Casa de York venceu a Batalha de Towton em 1461 e Eduardo foi coroado rei Eduardo IV. Logo após a coroação, o conde de Warwick trocou de lado e, em 1470, já conseguira forçar o jovem rei a procurar abrigo na Holanda. Henrique VI foi coroado novamente. Eduardo voltou da Holanda e venceu a Batalha de Barnet, na qual Warwick foi morto: a rainha Margaret foi derrotada na Batalha de Tewkesbury, em 1471, e feita prisioneira: o filho de Henrique VI foi assassinado, e o rei, morto na Torre de Londres.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1483, Eduardo IV morreu e foi sucedido por seu filho de 12 anos. Eduardo V. Ricardo, duque de Gloucester, usurpou o trono em 25 de junho de 1483, e tanto o rei-criança quanto seu irmão mais novo foram assassinados, provavelmente por ordens de Ricardo. O rei Ricardo III governou o país por dois anos, antes de ser derrotado e morto na Batalha de Bosworth Field. Henrique Tudor, conde de Richmond, que havia vencido a batalha, assumiu o trono como Henrique VII, iniciando a dinastia Tudor. Ao casar-se com uma princesa da Casa de York, pôs fim aos conflitos.</p>
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		<title>A História da Batalha e Cerco de Constantinopla (Guerra)</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 13:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamond</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Constantinopla (atual Istambul), capital e centro nervoso do Império Bizantino, havia conseguido manter-se firme apesar dos 16 cercos, aproximadamente, que sofreu ao longo dos séculos. Seus altos muros e a proteção aquática natural com que contava em três de seus lados mantiveram sua segurança durante ataques de árabes, seljúcidas, turcos, ávaros, hunos e um sem-número de outros povos. Em 1453, a cidade estava em perigo devido ao aparecimento de um novo povo turco que trazia uma arma desconhecida.</p>
<p style="text-align: justify;">Os turcos otomanos haviam aparecido na Ásia Menor aproximadamente em 1300. Eles formaram exércitos e capturaram a maior parte das terras bizantinas da península até 1400, mas haviam sido detidos por um ataque dos mongóis, liderado por Tamerlão (1336 &#8211; 1405) em 1402. Os turcos otomanos prosseguiram, partindo para sitiar Constantinopla em 1453. Com eles, levavam um grande número de canhões: os otomanos lideraram o desenvolvimento da artilharia pelos dois séculos seguintes.</p>
<p style="text-align: center;"><em>A tomada de Constantinopla pelos turcos, 22 de abril de 1453, da Viaje d&#8217;Outremer de Bertrand da Broquiere.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A defesa de Constantinopla foi comandada pelo imperador bizantino Constantino IX. Apenas dez mil pessoas se apresentaram voluntariamente para lutar, portanto ele tinha uma pequena armada para resistir ao ataque de cinqüenta mil homens, 56 armas de fogo pequenas e 14 canhões pesados. A artilharia otomana logo começou a reduzir os muros de Constantinopla que, por séculos, haviam repelido invasores. O moral dos defensores estava muito baixo: os bizantinos haviam pedido ajuda a seus primos latinos em Roma e no ocidente, mas pouco auxílio havia chegado. Parecia que Constantinopla, a fortaleza que protegera a Europa durante séculos, estava sendo deixada à própria sorte.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final de maio, os muros já haviam sido bombardeados e os turcos estavam prontos para atacar. O sultão Maomé II (1430? &#8211; 1481) liderou seus homens em uma investida que os colocou dentro da cidade. Uma vez do lado de dentro dos muros, os turcos encontraram pouca resistência. O imperador Constantino foi morto nos degraus de uma igreja e uma guarnição de 8.900 homens foi morta ou vendida como escrava. Os turcos saquearam a cidade por três dias, matando cerca de quatro mil habitantes: somente desistiram porque o sultão queria que Constantinopla fosse a capital de seu próprio império. Isso logo aconteceu &#8211; a cidade que ficava na encruzilhada da Europa com o Oriente Médio tornou-se o orgulho do novo Império Otomano.</p>
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		<title>A História da Guerra dos Cem Anos</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 12:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diamond</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A antiga rivalidade entre franceses e ingleses começou no século XIV e praticamente não abrandou até o século XX! Durante a Alta Idade Média, tanto os ingleses quanto os franceses...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A antiga rivalidade entre franceses e ingleses começou no século XIV e praticamente não abrandou até o século XX! Durante a Alta Idade Média, tanto os ingleses quanto os franceses pertenciam à Igreja Católica Romana. Rivalidades comerciais e entre dinastias se agravaram e fizeram surgir uma guerra que durou mais de cinco gerações.</p>
<p style="text-align: justify;">O último dos reis capetos da França morreu em 1337. O rei Eduardo III (1312 &#8211; 1377) da Inglaterra reivindicou o trono da França, mas os nobres franceses deram o título a Felipe de Valois, que deu início à dinastia Valois. Os dois países também competiam pelo controle comercial da região conhecida como Flandres, atual Bélgica, onde o comércio de lã era competitivo e lucrativo. Por essas razões, Inglaterra e França foram à guerra em 1340.</p>
<p style="text-align: justify;">A França tinha uma população quatro a cinco vezes maior que a da Inglaterra e seus cavaleiros tinham a tradição militar mais antiga e distinta da Europa. Os ingleses tinham dois pontos fortes: o controle marítimo e o arco de flecha. Controlar o Canal da Mancha significava que o rei Eduardo III poderia invadir a França quando quisesse, enquanto o arco neutralizava o poder dos cavaleiros franceses, que por tanto tempo haviam dominado as guerras da Europa medieval. Um arqueiro inglês bem treinado podia acertar as fendas da armadura de um cavaleiro a uma distância de duzentos metros. Também podia atirar várias flechas por minuto. A balista, usada pelos franceses, levava muito mais tempo para ser armada.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Joana d&#8217;Arc.</em></p>
<p style="text-align: justify;">As batalhas mais importantes foram vencidas pelos ingleses: pequenos exércitos ingleses derrotaram armadas francesas muito maiores em Crécy, em 1346, Poitiers, em 1356, e em Agincourt, em 1415. Os ingleses tomaram posse de grandes regiões rurais da França e, após Agincourt, passaram a controlar Paris por vários anos. O delfim não coroado da França, Carlos VII (1403 &#8211; 1461), retirou-se para uma França reduzida, ao sul do rio Loire. As coisas pareciam deprimentes para a França até que uma camponesa de 17 anos de idade surgiu como nova defensora da monarquia Valois e do povo francês. Filha de um dono de estalagem, Joana d&#8217;Arc (1412 &#8211; 1431) comandou tropas francesas na vitória de Orléans, em 1429, e depois escoltou o delfim à Catedral de Reims, onde ele foi coroado e designado rei da França. Joana foi capturada um ano depois pelos borgonheses (facção francesa que ficou do lado da Inglaterra) e queimada viva após ser condenada por bruxaria por um tribunal da igreja.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua coragem havia unificado os franceses e dado-lhes nova esperança. Usando uma inovação militar &#8211; os primeiros canhões da Europa -, os franceses lentamente empurraram os ingleses para fora de Paris e do noroeste da França. As últimas batalhas ocorreram na Normandia, em 1453: quando terminaram, a França havia se tornado verdadeiramente francesa e os dois países haviam desenvolvido uma animosidade que duraria séculos.</p>
<p style="text-align: justify;">
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