História da Esgrima

Esporte desenvolvido a partir dos duelos, dividido em três classes de acordo com as armas usadas: florete, espada e sabre. Os esgrimistas usam vestuário branco almofadado e uma máscara para proteger o rosto. O objetivo de um assalto – que dura um tempo determinado – é conseguir um “toque” com a arma numa área-alvo particular do corpo do adversário. Com a floreste e a espada só pode ser usada a ponta da arma; com o sabre, o alvo são o tronco para a florete, todo o corpo para a espada, é o corpo, os braços e a cabeça para o sabre.

A esgrima é um esporte olímpico em que duas pessoas de diferentes pesos, altura ou idade se enfrentam diretamente com iguais chances de vitória. Trata-se, em síntese, da arte de jogar com armas brancas através da utilização de movimentos coordenados. É também a arte marcial mais antiga do Ocidente, cuja versão esportiva moderna põe três armas em competição: florete, espada e sabre. O florete tem um peso máximo de 500 g e sua extensão não pode exceder 110 cm. A lâmina é de aço e pode chegar a 90 cm. O floretista deve tentar atingir, com a ponta da arma, o tronco do adversário. A espada já permite que a parte tocada seja todo o corpo do adversário, também com a ponta da arma. O peso máximo da espada é de 770 g. A extensão é a mesma do florete, isto é, máxima de 110 cm e lâmina de 90 cm. A lâmina também é de aço. O sabre é menor, o máximo de extensão é de 105 cm. A lâmina é de aço, sua extensão é de até 88 cm. O peso tem de ser inferior a 500 g. O atirador deve tentar atingir o corpo do adversário, da cintura para cima, com qualquer parte da lâmina. A principal condição para esgrimir corretamente é tocar o adversário sem ser tocado, através de movimentos ordenados.

Origens:
A esgrima começou como uma forma de combate bem antes de Cristo. Alto-relevos no templo de Madinet-Habu próximo a Luxor, no Egito, que datam de aproximadamente 1190 a.C. mostram esgrimistas competindo. Muitas outras antigas civilizações como as da China, Japão, Pérsia, Babilônia e Grécia praticaram a luta de espada como forma de treinamento para combate. A esgrima como esporte iniciou-se no século XIV ou XV na Itália ou na Alemanha (ambos reivindicam para si a origem do esporte). Os mestres de esgrima alemães organizaram as primeiras associações no século XV, especialmente, a Marxbruder de Frankfurt em 1480. Em 1570 Henri Saint-Didier da França deu nomes aos movimentos e golpes mais importantes. A maior parte daquela nomenclatura ainda é usada. Do século XVI ao XVIII lutas de espada e duelos eram comuns. Os participantes destes duelos usavam uma variedade de armas incluindo espadas de madeira, espadas de uma só lâmina e varas com ferro nas pontas. As lutas eram frequentemente sangrentas e algumas vezes fatais. Três inovações do século XVII fizeram da esgrima um esporte popular: (i) o desenvolvimento de uma arma para a prática leve, com uma ponta achatada ou folheada, acolchoada para reduzir risco de ferimentos: o florete (ii) o desenvolvimento de um conjunto de regras que limitava o alvo para certas áreas do corpo; e (iii) a criação de uma máscara de malha de ferro que protegia o rosto e fazia da esgrima uma atividade segura. A luta de espada existe desde o antigo Egito. E desde então tem sido praticada de várias maneiras e por diferentes culturas. Embora os torneios e combates de espada tenham sido um protótipo de esporte popular na Europa da Idade Média, a esgrima moderna foi influenciada mais pelos duelos realizados a partir do século XVI, do que pelos combates militares e torneios (justas) praticados pelos cavaleiros medievais. O termo “esgrima” vem de escrime ou escrima, originado da palavra germânica “skirmjan”. A partir do século XVIII, a espada evoluiu para um formato mais simples, curto e leve, que se popularizou na França como “Espada de Côrte” ou “Espada pequena”. Embora essa espada possuísse fio, este era mais usado para impedir que o adversário agarrasse a lâmina com as mãos; os golpes eram dados, quase em sua totalidade, de ponta. A leveza da arma foi um dos fatores que ajudou no surgimento de um estilo defensivo mais complexo. Mestres franceses desenvolveram uma escola baseada na sutileza do movimento, contra-tempos e nos ataques compostos. Em conseqüência, a Escola Francesa é a base da maioria das teorias da esgrima moderna, desde que, juntamente com a Itália, escrevia e estudava as técnicas do manejo das armas. A partir da metade do século XIX o duelo, como meio de resolver disputas pessoais entra em declínio, principalmente porque a vitória poderia conduzir o duelista à prisão e às penas da lei. A ênfase nos duelos é deslocada para se derrotar o oponente sem necessariamente matálo. As formas de duelos menos fatais evoluíram usando a espada de duelo. Esta é a base da Espada moderna. Os duelos praticamente desapareceram após a Primeira Guerra Mundial. Mas há registros de duelos realizados para resolver disputas levantadas durante a Olimpíada de 1920, em Antuérpia. Em perspectiva histórica, a esgrima passou por três períodos bem demarcados em seu trajeto de arte marcial transformando-se também em um esporte. O período antigo caracteriza-se por uma esgrima de impacto, causado pelo choque de pesadas espadas nos oponentes, levava-os primeiro ao chão para depois matá-los. O período moderno foi marcado pelo desenvolvimento da técnica, por regras escritas e rituais de jogo justo. O desenvolvimento da proteção da face, a máscara, marca o período contemporâneo que permanece até os dias presentes. Neste último estágio, a introdução de equipamento elétrico, e mais tarde eletrônico, provocou importante mudança na maneira de se julgar e jogar esgrima. Recentemente essas mudanças foram notadas no sabre. Em retrospecto, as armas utilizadas na esgrima são três nas quais um esgrimista joga apenas uma delas, e que definem a sua vez por meio de regras e competições específicas. Em um campeonato, em primeiro lugar os participantes são divididos em grupos de 5, 6 ou 7 esgrimistas chamados de Pule (escolhidos através do ranking), em seguida os esgrimistas de cada grupo combatem entre si (tem combates que vão até cinco pontos). Ao término, há uma classificação após o Turno de Pules que seleciona para as chaves eliminatórias (em combates que vão a quinze pontos) até que se chegue ao campeão. No Brasil, a esgrima origina-se de tradições militares que remontam ao início do século XIX, quando era uma disciplina formativa de oficiais do Exército e da Marinha de Guerra. Do mesmo modo que aconteceu com o tiro e o hipismo, a esgrima já era considerada um esporte na segunda metade do século XIX e como tal praticado também por civis.

Segunda metade do século XIX: No Brasil, práticas esportivas de esgrima são registradas no Clube Naval do Rio de Janeiro, em clubes de São Luís do Maranhão e clubes de imigrantes alemães do Rio Grande do Sul, além de instituições militares. Esta distribuição geográfica e a variedade de praticantes sugerem que a esgrima era uma das opções esportivas do país, embora não popular. No Exército, o grupo de elite da esgrima situava-se na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

1896: Realização dos Jogos Olímpicos de Atenas, primeira versão deste acontecimento esportivo restaurados na Era Moderna. À frente da iniciativa estava o Barão Pierre de Coubertin, ele próprio um praticante de esgrima. A esgrima foi incluída no Programa dos primeiros Jogos, sendo na ocasião competida entre 4 países e 13 atiradores. As armas foram florete e sabre para homens; a espada foi introduzida nos Jogos de 1900, em Paris. A espada elétrica foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Berlim-1936, o florete em Melbourne-1956 e o sabre em Seul-1988. Desde as primeiras Olimpíadas do século XX, a esgrima era o único esporte olímpico que incluía livremente atletas profissionais, situação que se generalizou no início dos anos de 1980 por decisão do Comitê Olímpico Internacional-COI.

1898:
Imigram para São Paulo-SP, três esgrimistas italianos: Giuseppe Salermo, Giasintho Sanche e Massanielo Parisi, que se radicaram na cidade como mestres professores na arte de esgrimir.

Décadas de 1900 e 1910: Nestes anos, viagens de oficiais do Exército à Europa e Argentina como também a visita do campeão francês Lucien de Merignac contribuíram para desenvolver a esgrima no Brasil. Uma Sala D’Armas civil foi criada no clube Boqueirão do Passeio-RJ, cujo encarregado era o Mestre José Ferreira da Costa.

1902: O Primeiro Tenente Pedro Dias de Campos da Força Pública do Estado de São Paulo – um dos alunos dos mestres italianos chegados em 1898 – instala em 14 de julho, numa sala do Quartel da Luz-SP, a Escola de Espada, Sabre e Florete, que passou a formar esgrimistas daquela instituição policial militar e do meio universitário da cidade de SP.

1910: Criação do “Curso de Esgrima e Gymnastica” da Força Pública do Estado de São Paulo, no Quartel da Luz-SP (inaugurado em 9 de março), tendo inicialmente como comandante e diretor o Capitão Delphin Balancier, da Missão Militar Francesa. Em 25 de março de 1912, quando chegou da França, o Capitão Louis Lemaitre, diplomado pela Escola de Joinville-le-Pont, assumiu a direção do Curso de Ginástica, e o Capitão Delphin Balancier dedicou-se somente ao Curso de Esgrima. Nestas circunstâncias, estava assim criada a primeira Escola de Educação Física de Brasil, com ambos os cursos recebendo alunos militares e civis. 1913 Criação da Federação Internacional de Esgrima-FIE, entidade maior de administração deste esporte em escala mundial, reunindo federações nacionais da modalidade que vinham sendo criadas desde 1906. De início, a FIE deu forma a um regulamento internacional para as provas, permitindo uma expansão contínua alcançando com a adesão da República do Congo em 2003, 114 países filiados. Em termos históricos, contudo, já no século XVI havia na França uma associação normativa da esgrima que reunia Mestres d’Armas e tinha a denominação de “Academia d’Armas”. Na atualidade, a FIE promove todos os anos o Campeonato Mundial de Esgrima, com exceção dos anos Olímpicos, que acontecem a cada quatro anos.

1914: No Brasil, constitui-se a União Paulista de Esgrima, núcleo da atual Federação Paulista de Esgrima que assumiu esta denominação em 5 de junho de 1925.

1924: Este ano marca a inclusão das mulheres na competição de esgrima dos Jogos Olímpicos, com o florete, e somente em 1996, com a espada. O sabre feminino tem feito sua primeira aparição nos campeonatos mundiais a partir de 1998, como demonstração.

1927: (05/06) Data da fundação da União Brasileira de Esgrima, antecessora da atual Confederação Brasileira de Esgrima-CBE, a qual consolidou a participação de entidades e atiradores civis em eventos da modalidade no país, como também serviu inicialmente de apoio aos militares no necessário intercâmbio internacional. A nova entidade surgiu com o suporte dado pela então já existente Federação Paulista de Esgrima e alguns clubes do Rio de Janeiro.

1928: O primeiro campeonato brasileiro foi realizado neste ano, nas armas de florete, espada e sabre somente masculino categoria livre. Neste período, a esgrima tinha a maioria de seus praticantes nos estados do RJ e SP.

1930: Organização de uma competição oficial de esgrima no Rio Grande do Sul, confirmando a existência de uma tradição da modalidade naquele estado.

1933: Criação do curso de Mestres D’Armas na Escola de Educação Física do Exército-EsEFEx, situada no Rio de Janeiro, bairro da Urca. Nos dias atuais este curso ainda se faz presente, pertencendo ao complexo do Centro de Capacitação Física do Exército, que incorpora a EsEFEx. De 1933 até 2002, foram formados neste curso 134 Mestres D’Armas: 89 do Exército, 7 das Polícias Militares, 17 de países latino-americanos e 21 civis.

1941: Fundação da Federação Riograndense de Esgrima-FRGE, em Porto Alegre-RS.

2001: O Atleta do Club Athletico Paulistano Renzo Pasquale Zeglio Agresta conquista a medalha de ouro pan-americana em três categorias distintas, fato inédito para esgrima do país: Campeão Pan-Americano Adulto Individual de Sabre; Campeão Pan- Americano Juvenil (até 20 anos) Individual de Sabre; Campeão Pan-Americano Cadetes (até 17 anos) Individual de Sabre.

2002: Este ano marca o início da esgrima brasileira como esporte adaptado a portadores de deficiência física: a Associação Brasileira de Esportes de Cadeiras de Roda-ABRADECAR instituiu um coordenador para gerenciar as ações da esgrima em cadeira de rodas no âmbito dos esportes atendidos por esta entidade. Este passo foi fundamental para a modalidade, pois, até então, não existia um órgão institucional que respondesse e gerenciasse as ações da esgrima adaptada no país. Ainda com o apoio da ABRADECAR, em 2002 foi indicado de modo inédito, um Mestre D’armas para acompanhar a atleta Andréa de Mello no Wheelchair Fencing World Cup, em Austin-EUA.

2003:
Torneios Nacionais: Campeonato Brasileiro de Espada – 15/11/03, dependências do Grêmio Náutico União, Cidade de Porto Alegre. Campeonatos Brasileiros Cadetes e Juvenil – 18 a 21/09/ 03, Ginásio do Esporte Clube Pinheiros, São Paulo. Taça Nacional Cidade de Curitiba – 30/08/03, Curitiba. 2003 Taça Nacional Cidade de Curitiba Ao todo foram 33 atletas de 11 clubes e associações brasileiras: Grêmio Náutico União (2), EC Banespa (1), CA Paulistano (4), EC Pinheiros (3), CM Paraná (4), CDE (4), AABB (5), APPES (7), Col. Tiradentes (1), Sociedade Mineira de Esgrima (3) e CBPM (1).

Situação Atual:
Segundo informação fornecida pela CBE, existem hoje aproximadamente 5.000 praticantes de esgrima no país, dos quais cerca de 30% são competidores e participam do calendário oficial de provas nacionais e, mais da metade, das provas estaduais. Há também quatro federações estaduais filiadas à CBE: SP, RJ, RS e MG, entre as quais se destaca a de SP pelo domínio nas competições nacionais. Estas entidades têm um número de atletas registrados na CBE, que oscila em torno de 900 nos últimos anos. Por sua vez, os clubes que se inscrevem nas competições do calendário da CBE oscilam entre totais de 20 a 30 entidades. A CBE considera as seguintes categorias de idade para competições: Infantil até 9 anos; Infantil 10 e 11 anos; Infantil 12 e 13 anos; Cadetes 14 e 15 anos; Cadetes 16 e 17 anos; Juvenis até 20 anos; Adultos (maiores de 20 anos); e Veteranos (mais de 40/50/60 anos). Oficialmente, a cada ano, existem 5 provas nacionais válidas para o Ranking Oficial da CBE. Uma delas é o Campeonato Brasileiro. Cada prova é realizada nas capitais; Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro; uma delas, em rodízio, realiza também o Campeonato Brasileiro. Quanto à participação no esporte, a prática de esgrima no Brasil encontra-se ainda limitada às grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Campinas e Santos. Com exceção de São Paulo, que mantém funcionando no Ginásio do Ibirapuera uma sala pública de esgrima desde 1997, a prática deste esporte acontece, na maioria das vezes, em clubes, dificultando ainda mais o acesso por parte do grande público. Um outro problema é a demanda de profissionais de Educação Física especialistas em esgrima atuando no ensino deste esporte no Brasil: há apenas 25 profissionais com a titulação de Mestres D’Armas em atividade no país e concentrados na sua maioria nas grandes cidades antes citadas. Estas limitações incluem a disponibilidade de equipamento: segundo informação do COB, em 2001 havia apenas 25 locais apropriados para competição de esgrima no país. No plano internacional, os principais expoentes da esgrima são França, Itália, Hungria, Polônia, Alemanha, Rússia, Cuba, Canadá e China. O caso de Cuba é sintomático para comparações com o Brasil: naquele país formam-se 30 Mestres D’Armas por ano (Esgrime Internationale, 2003), número superior ao total destes especialistas de nacionalidade brasileira em atividade. Entretanto, o Brasil tem demonstrado prestígio no âmbito da FIE, pois tem mantido em seu Comitê Executivo o presidente da CBE, Arthur Cramer. A esgrima brasileira, depois dos Jogos Olímpicos de Seul-1988, deu um salto de qualidade em seu desenvolvimento, quando foi criada a Escola de Formação de Mestres d’Armas. Tal iniciativa liderada pela Confederação Brasileira de Esgrima foi patrocinada pela Federação Internacional de Esgrima e se concretizou nas dependências da Escola de Educação Física do Exército, atual Centro de Capacitação Física do Exército no Rio de Janeiro, que forma, a cada 2 anos, professores de esgrima especializados na formação de futuros esgrimistas e atletas. Em adição a este meio de formação, houve surgimento de um Curso de Mestre d’Armas realizado pela Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também diplomando novos formadores de esgrimistas. Os trabalho dos mestres d’armas formados pelos cursos nacionais, juntamente com alguns estrangeiros que aqui no Brasil trabalham com esgrima, começaram a obter resultados expressivos no âmbito internacional. O Brasil já conta com uma atleta Vice-campeã Mundial de Sabre Feminino Cadete até 17 anos (Élora Pátaro, treinada pelo Professor Alkhas Lakerbai).

A esgrima Brasileira: 200 anos

1804: O Tenente Teotônio Rodrigues de Carvalho, membro de um Regimento de Infantaria da Bahia, publica em Lisboa a obra “Tratado Completo do Jogo de Florete”, traduzido dos melhores autores franceses.

1810: Pela Carta Régia, de 4 de dezembro, foi criada a Academia Real Militar, no Rio de Janeiro, posteriormente nomeada Escola Militar. Nos programas de ensino que foram sendo alterados com o passar dos anos, havia a prática das armas.

1858: O Decreto n° 2.116, de março, determinou, para os Cursos de Infantaria e Cavalaria da Escola Militar, Rio de Janeiro, a prática obrigatória da Esgrima e da Natação. Foi nomeado Antonio Francisco da Gama para a função de Mestre de Esgrima.

1858: A Esgrima, a Ginástica e a Natação tornaram-se obrigatórias na Escola da Marinha, Rio de Janeiro, havendo um Mestre de Esgrima, e prática na freqüência de uma vez por semana.

1860: Foi nomeado Instrutor de Ginástica do Depósito de Aprendizes de Artilheiros, situado na Fortaleza de São João, Rio de Janeiro, o Capitão José Ferreira Costa. Constava do programa dessa instituição a Esgrima, a Natação e a Ginástica.

1866: Pelo Decreto n° 3.705, do dia 22 de setembro, determinouse a prática da Esgrima, Natação e Ginástica no Curso Preparatório anexo à Escola Militar.

1868: Foi fundado no dia 31 de outubro, no Rio de Janeiro, o Clube Ginástico Português para o ensino da Ginástica e da Esgrima. Em 1877 recebeu o Alvará do Rei de Portugal D. Luis I e, por Decreto da Princesa Imperial do Brasil, teve o título de Real Sociedade Clube Ginástico Português.

1869:
Ao retornar da Guerra do Paraguai, como Major, Peter Wilhelm Meyer, de origem alemã, assumiu suas funções na Escola Militar, nomeado que foi em 1860. Em seu regresso, passou a ser Instrutor de Esgrima, Ginástica (linha de Jahn) e Natação. 1871 O Decreto n° 4.720, de 22 de abril, conservou a obrigatoriedade da prática da Esgrima, uma vez por semana, da Ginástica e da Natação na Escola da Marinha.

1874: Pelo Decreto n° 5.529, de 17 de janeiro, ficou definido que na Escola Preparatória anexa à Escola Militar fosse dada a instrução referente à Ginástica, Natação, Esgrima de espada e baioneta e Equitação. E para a Esgrima seriam admitidos dois Mestres. Posteriormente, regulamentos surgidos de 1889 a 1919 conservaram os mesmos padrões do de 1874.

1874: Amaro Ferreira das Neves Armonde, autor da tese “Da educação física, intelectual e moral da mocidade no Rio de Janeiro, e de sua influência sobre a saúde”, apresentada à Faculdade de Medicina, preconizou, entre diversas atividades a serem praticadas, a Esgrima.

1880: O anúncio de abertura do Colégio São Pedro de Alcântara, na cidade do Rio de Janeiro, apresentava, entre as suas atividades, a Esgrima, o salto, a carreira e outras atividades.

1884: Na Escola Militar do Rio Grande do Sul, pelo Decreto n° 9.251, de 16 de junho, incluiu-se em seu programa a Esgrima, a Ginástica, a Natação e a Equitação.

1885: O Decreto n° 9.611, de 26 de junho, reuniu a Escola da Marinha e o Colégio Naval, sob a denominação de Escola Naval, mantendo os exercícios de Esgrima, Natação e Ginástica.

1889: No dia 9 de março, o Decreto n° 10.202 criou o Imperial Colégio Militar, incluindo em sua programação de atividades, a Esgrima, a Natação, a Ginástica, o Tiro ao Alvo e as evoluções militares.

1890: Pelo regulamento da instrução primária e secundária do Distrito Federal, na escola primária de segundo grau, para alunos de 13 a 15 anos, a Ginástica era constituída de exercícios com aparelhos, evoluções militares e manejo de armas, incluindo a Esgrima de espada e florete. E, na reforma do ensino na Escola Normal, também foi incluída a Esgrima, bem como no ensino secundário.

1890: O Decreto n° 330, de 12 de abril, esclareceu normas para a criação da Sala de Armas nas Escolas Militares do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

1890:
No Programa do Ginásio Nacional, entre as suas disciplinas constavam a Esgrima, a Ginástica e as Evoluções Militares, com a previsão de professores para tais atividades.

1890: No Plano de Ensino do Colégio Militar, segundo o Decreto n° 371 de 2 de maio, entre as matérias preconizadas havia o manejo das armas em uso, Tiro ao Alvo e Esgrima.

1891: Para o curso superior de três anos da Escola Naval, o Decreto n° 1.256, de 10 de janeiro, estabeleceu a Esgrima de florete e de espada, com a previsão de um Mestre para tais armas.

1894:
No Regulamento de Ensino do internato do Ginásio Nacional, havia entre as disciplinas, a Ginástica, a Esgrima e a Natação.

1898:
As disciplinas Ginástica, Esgrima e Natação eram ministradas, uma hora por semana, para cada série do internato e externato do Ginásio Nacional, situado no Rio de Janeiro.

1898: Os esgrimistas italianos Giuseppe Salermo, Giasintho Sanche e Massanielo Parisi, chegaram a São Paulo e lá se radicaram, passando a lecionar a Esgrima. Entre os discípulos, destacou-se o Alferes Pedro Dias de Campos, da Força Pública do Estado de São Paulo. Posteriormente, por iniciativa do Alferes, fundou-se uma Sala de Armas com o nome de seus mestres Giasintho Sanche e Massanielo Parisi.

1899:
Foi criada a Escola de Armas no “Esporte Clube Internacional”, em São Paulo.

1901:
No mês de janeiro, em São Paulo, o Clube Germânia promoveu um torneio de Esgrima, de cunho internacional, com as armas florete e espada.

1901: O Esporte Clube Internacional, de São Paulo, no mês de agosto, promoveu um evento desportivo, com várias atividades, inclusive com a Esgrima.

1901:
No dia 7 de setembro, foi inaugurada a Sala de Armas do “Clube de Esgrima 7 de Setembro”, em São Paulo, na Rua Brigadeiro Tobias, até a criação da “Grande Associação de Esgrimistas”.

1902:
No dia 14 de julho, foi criada a Escola de Esgrima de Sabre, Florete e Espada, por iniciativa do 1° Tenente Pedro Dias Campos, no Quartel da Luz, da Força Pública do Estado de São Paulo.

1902:
Realizou-se, em São Paulo, um Campeonato Brasileiro de Esgrima, no período de 16 a 27 de julho, sob a organização do Esporte Clube Internacional.

1904:
O periódico “A Vida Esportiva”, do mês de agosto, apresentou um levantamento do número de associações esportivas existentes na cidade de São Paulo, no total de 118, sendo 4 de Esgrima.

1904:
Realizou-se um torneio público de Esgrima, em São Paulo, no antigo Velódromo, com uma boa assistência.

1905: Foi publicado o livro “Homem forte: Ginástica, Natação, Esgrima, Tiro ao Alvo”, em Curitiba, de autoria do Capitão de Artilharia Domingos do Nascimento. A parte dedicada à Esgrima de espada, versa sobre: preliminares; exercícios sem armas; exercícios com espada; e movimentos e assaltos.

1906: Nos primeiros meses do ano, chegou à Cidade de São Paulo uma Missão Militar, contratada na França, para instruir e reorganizar a Força Pública do Estado de São Paulo.

1906: Foi publicado no Rio de Janeiro, pela Imprensa Nacional, o livro “Esgrima de Espada”, sendo o seu autor o Segundo Tenente de Artilharia Cezar A. Parga Rodrigues. O livro é ilustrado, com 201 páginas, encadernado e no tamanho 18×24 cm. O autor foi instrutor na Sala de Armas da Escola Militar da Praia Vermelha – RJ.

1909:
A Escola de Educação Física da Força Pública do Estado de São Paulo formou neste ano Mestres de Armas e Mestres de Ginástica.

1910: Expediente datado de 3 de março, assinado por Washington Luiz Pereira de Souza, então Secretário da Justiça e da Segurança Pública, do Estado de São Paulo, enviado ao Comandante Geral da Força Pública, informava “que fica criado, nessa corporação, um Curso de Esgrima e Ginástica, destinado aos oficiais e elementos da Força Pública…”.

1911:
A Força Pública do Estado de São Paulo publicou, em novembro, o “Regulamento da Esgrima para a Fôrça Pública do Estado”, de autoria do Mestre d`Armas, Capitão Delphin Balancier, da Missão Militar Francesa, primeiro Comandante e Diretor do Curso de Esgrima e Ginástica. Faleceu ele na I Guerra Mundial (1914 – 1918). 1913 O Governo do Estado de São Paulo, pelo Decreto n° 2.349 do mês de fevereiro, regulamentou a Seção de Esgrima da Força Pública do Estado.

1913: Publicação do livro “Lições de Armas”, obra que trata da Esgrima, de autoria de Valério Barbosa Falcão.

1922:
Como parte dos festejos do Centenário da Independência do Brasil, foram efetuados, no Rio de Janeiro, os Jogos Olímpicos Latino-Americanos, compreendendo diversas modalidades esportivas, entre elas, a Esgrima. Nessa modalidade, na prova de florete, foi campeão o Tenente Oswaldo Rocha, e, na prova de sabre, foi vencedor o Tenente Pélio Ramalho.

1922:
No período de 1922 a 1927, o Capitão André Gauthier, da Missão Militar Francesa, foi o Instrutor de Esgrima dos Oficiais do Exército Brasileiro.

1925: Foi fundada a Federação Paulista de Esgrima.

1927:
Foi fundada a Confederação Brasileira de Esgrima e, em 1946, já tinha como suas filiadas a Federação Paulista de Esgrima, Federação Metropolitana de Esgrima, Federação Sul-Riograndense de Esgrima e Escola de Educação Física da Marinha.

1928:
Foi realizado no Rio de Janeiro, o I Campeonato Brasileiro de Esgrima, sagrando-se São Paulo como campeão, e o Distrito Federal vice-campeão, provas para o sexo masculino. Neste ano também o Clube de Regatas do Flamengo tornou-se campeão carioca de espada, sendo este o seu primeiro título, entre muitos que alcançou nas décadas seguintes.

1932: Na Revista de Educação Física n° 2 (mês de junho) foi publicado o artigo “Esgrima Moderna”, de autoria de Horácio Santos.

1932:
O Centro Militar de Educação Física – RJ formou diversos instrutores e monitores e, entre eles, Monitores de Esgrima.

1933: No n° 4, (mês de janeiro), da Revista de Educação Física foi publicado o artigo “Esgrima no Brasil”, cujo autor foi Joaquim Alves Bastos. No mês de maio, no n° 8, Horácio Santos publicou o artigo “ABC da Esgrima de florete” e no n° 9, (em junho), desse mesmo autor, foi publicado “Esgrima moderna de sabre”. O n° 12, (em novembro), de autoria de Parga Rodrigues, teve o artigo “A Esgrima e a tática”.

1933: Pelo Decreto n° 23.252, de 19 de outubro, foi criada a Escola de Educação Física do Exército, com a competência de formar Instrutores e Monitores de Educação Física, Mestres de Armas e Monitores de Esgrima, bem como fornecer conhecimentos, aos Oficiais, a respeito da direção da Educação Física e da Esgrima. 1933 A Escola de Educação Física do Exército formou 16 Monitores de Esgrima.

1934:
A Escola de Educação Física do Exército formou 12 Monitores de Esgrima.

1935: Na Revista de Educação Física, n° 25, (agosto), foi editado o artigo “Notas sobre a história da Esgrima”, de Álvaro Lúcio Areas e, do mesmo autor, no n° 26, publicou-se o artigo “Provas de Esgrima”. O artigo “Esgrima, a arte de saber perder”, de Joaquim Paredes, foi editado no n° 29 (dezembro).

1936: Tiveram início os Campeonatos Brasileiros de Esgrima para o sexo feminino, sendo Leonor Margarido a primeira campeã brasileira no florete.

1936:
Foi criada e organizada a seção de Esgrima do Fluminense Football Club, do Rio de Janeiro e, neste ano, o clube participou do campeonato promovido pela Federação Carioca de Esgrima. Thomaz Carrilho Teixeira Gomes foi o primeiro diretor da seção. Este esgrimista, no período de 1939 a 1950, conquistou 11 campeonatos da Cidade do Rio de Janeiro, e foi considerado o Grande Campeão da Esgrima do Fluminense Football Club.

1936:
No periódico Educação Física, n° 5 (abril) publicou-se o artigo “Esgrima no Rio de Janeiro”, de Washington Azevedo.

1936:
A Escola de Educação Física da Força Pública do Estado de São Paulo, pelo Decreto n° 7.688 de 28 de maio, do Governo Estadual, passou a ter novo Regulamento e entre os seus fins constava formar Mestres de Armas e Monitores de Esgrima.

1936:
O artigo “A Esgrima no Rio de Janeiro”, de Washington Azevedo, foi publicado na Revista de Educação Física, n° 31 (maio). No n° 33 (outubro), saiu o artigo “Pela Esgrima”, de autoria de Francisco Silveira do Prado. Também foi publicado o “Regulamento da Federação Internacional de Esgrima”.

1936: Participou o Brasil dos Jogos Olímpicos de Berlim com uma equipe de Esgrima, sendo Treinador o Sargento Francisco Pinto, da Milícia de São Paulo, com os esgrimistas Ferdinando Alessandri, Moacir Dunham, Ricardo Vagnotti, Henrique de Aguiar Vallim, Enio de Oliveira e a Baronesa Hilda von Puttkammer, no Florete Feminino.

1936:
O periódico Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, de 18 de novembro, publicou uma biografia esportiva do Coronel Pedro Dias de Campos, referente à “Festa de Gratidão”, onde os esgrimistas cariocas homenagearam um dos introdutores da Esgrima no Brasil.

1936: Na edição de 2 de dezembro, O Correio da Noite, periódico carioca, publicou, com o título “Esgrima – homenagem a um veterano”, referências sobre a festa que esgrimistas do Rio de Janeiro organizaram para homenagear o Coronel Pedro Dias de Campos.

1936:
Foram formados pela Escola de Educação Física do Exército dez Monitores de Esgrima e, pela Escola de Educação Física da Força Pública de São Paulo, foram graduados 4 Monitores de Esgrima.

1937:
Foi publicado na Revista de Educação Física, n° 35 (outubro), o artigo “Campeonato Brasileiro de Esgrima” e, no nº. 36 (novembro), o artigo “Esgrima” de Álvaro Lúcio de Areas.

1937:
Foram formados 2 Mestres de Armas e 4 Monitores de Esgrima, pela Escola de Educação Física do Exército e, pela Escola de Educação Física da Força Pública do Estado de São Paulo, 2 Mestres de Armas e 1 Monitor de Esgrima.

1938:
No periódico Educação Física, no nº. 14 (janeiro), vem à luz o artigo “A esgrima através dos tempos”, de Osvaldo Rocha.

1938:
A Revista de Educação Física do Exército publicou no nº. 43 (outubro) o artigo de Álvaro Lúcio Areas, com o título “Aparelhos de sinalização elétrica para espada”. E no nº. 44 (novembro), do mesmo autor, saiu o artigo “Esgrima de sabre – progressão de instrução”, bem como o artigo “Esgrima”, do mesmo autor.

1938: A Escola de Educação Física do Exército, entre diversos instrutores e monitores, formou 3 Monitores de Esgrima, e a Escola de Educação Física da Força Pública de São Paulo formou 4 Monitores de Esgrima.

1939: A Revista de Educação Física, no nº. 45 (junho) publicou “Esgrima de florete – método de treinamento”, de Álvaro Lúcio Areas, e, no nº. 46 (outubro) publicou, do mesmo autor, “Esgrima – espada – método de treinamento”.

1939: Criação da Escola Nacional de Educação Física e Desportos, na Universidade do Brasil, e entre os seus cursos havia o Curso Superior de Educação Física com diversas disciplinas, sendo uma delas “Desportos de ataque e defesa”, no qual a Esgrima era uma das atividades ensinadas.

1939: Formaram-se 5 Monitores de Esgrima pela Escola de Educação Física do Exército.

1940: No período de 31 de março a 7 de abril, na cidade de São Paulo, foi realizada a II Olimpíada Universitária Brasileira, que passou a ser considerada como os III Jogos Universitários Brasileiros, com eventos diversos, inclusive a Esgrima.

1940:
A revista Viver, em seu número 21, publicou “Pratiquemos a Esgrima”, de autoria de Miguel Morano.

1940:
A Escola de Educação Física do Exército formou 12 Monitores de Esgrima.

1941:
Pelo Decreto-Lei n° 3.199, de 14 de abril, que estabeleceu as bases de organização dos esportes no Brasil, considerou-se constituída a Confederação Brasileira de Esgrima, que possuía “a sua competência desportiva determinada na própria denominação”.

1941:
No periódico Educação Física, em seu nº. 57 (agosto), foi publicado “Esgrima moderna de sabre”, de Horácio Santos.

1941: A revista Viver editou o artigo “Esgrima”, cujo autor foi René da Silva Velho, apresentado no nº. 36, e que prosseguiu até o nº. 41.

1942: A Gillette do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, editou um trabalho com o título “Sport fator de saúde – para uma Pátria Grande, uma raça forte”, contendo uma série de quadros relativos a vários esportes inclusive a Esgrima.

1942: Educação Física – Revista de Esportes e Saúde publicou os artigos “Importância da Esgrima e seu progresso no Brasil”, no nº. 71, e “História da Esgrima”, de autoria de Osvaldo Niemeyer Lisboa, no nº. 69.

1942:
A Revista de Educação Física, editada pela Escola de Educação Física do Exército, publicou “Instruções para o Campeonato de Esgrima do Exército”, no nº. 51; no nº. 54 apresentou o artigo “O julgamento das provas de Esgrima”, de Júlio Cesar Saint Edmond, bem como “Comentário sobre algumas soluções do Regulamento de provas da Federação Internacional de Esgrima”, cujo autor foi Condeixa Filho.

1943: No periódico Educação Física, nº. 72 (janeiro–fevereiro) publicou-se “Pedagogia da Esgrima”, de Horácio dos Santos.

1943:
Faleceu no mês de outubro, no Rio de Janeiro, com a idade de 66 anos, o Prof. Giovanni Abita, ex-Oficial do Exército Italiano que foi contratado em 1922 pela Marinha Brasileira, na gestão do Ministro Veiga Miranda, a fim de ministrar os ensinamentos da Esgrima. Ministrou a Ginástica Pedagógica, na Escola de Educação Física da Marinha, a partir de 1925.

1943: O Almanaque Sportivo Olympicos, edição 1942-1943, modificou a forma de apresentação dos seus trabalhos, trazendo a seção “Esgrima” nas páginas 255 e 256, além de “A Esgrima no Brasil”, nas páginas 256 a 258.

1944: Nos VI Jogos Universitários Brasileiros (JUB’s), realizados na Cidade do Rio de Janeiro no mês de abril, sagrou-se a Federação Universitária Gaúcha de Esportes como a equipe campeã em Esgrima, com a Federação Atlética de Estudantes na segunda colocação e a Federação Universitária Mineira de Esportes no terceiro lugar.

1944: A Revista Brasileira de Educação Física publicou, no seu nº. 7 (julho), o artigo “Efeitos da Esgrima sobre o físico da mulher”, de autoria de Reynaldo Kunz Buch.

1944:
De autoria de Valério Falcão foi publicado o livro “A Esgrima”. Trata a obra da Esgrima de florete, de espada, de sabre e de baioneta, bem como traz um capítulo sobre equitação. O livro é ilustrado e contém 157 páginas.

1944:
Realizou-se o Campeonato Brasileiro de Esgrima, sendo São Paulo o Estado campeão, e o Rio Grande do Sul o vice-campeão.

1944:
Foi editado no Almanaque Sportivo Olympicus, em São Paulo, edição 1943-1944, o trabalho “Esgrima e Biotipologia”, de autoria do Dr. Arnaldo Marsillac, Primeiro Tenente Médico, e de Mário Isola, Mestre de Esgrima.

1944: A Escola de Educação Física da Força Pública do Estado de São Paulo formou 6 Monitores especializados em Esgrima.

1945:
“Considerações sobre a Esgrima”, de autoria de Sebastião da Silva Cruz, foi publicado no nº. 19 (julho/agosto), da Revista Brasileira de Educação Física.

1946:
Foi editado pela Divisão de Educação Física, do Ministério da Educação e Saúde, o folheto Metodologia do Treinamento Desportivo da Esgrima, de autoria de Inezil Penna Marinho e Sebastião da Silva Cruz, trabalho premiado em segundo lugar no Concurso de Trabalhos sobre Educação Física, promovido por essa entidade em 1944.

1946:
Em São Paulo, na Escola de Educação Física da Força Pública, foram formados 6 Monitores de Esgrima.

1948: Participação dos esgrimistas brasileiros nos Jogos Olímpicos de Londres, no período de 29 de julho a 14 de agosto. A equipe era composta de: Joaquim do Couto Simões (Delegado), Helladio Camargo Diniz Junqueira (Técnico), e os atletas Henrique de Aguiar Valim, Fortunato de Barros Camargo, Ferdinando Ludovico Alessandri, Miguel Biancalana, Sabino Salvatore, Omino Scianaméa e Walter Augusto César de Paula.

1950: A Força Pública do Estado de São Paulo editou o Tratado de Esgrima: florete, espada e sabre, atualizado pelo Capitão Adauto Fernandes de Andrade, Mestre d’Armas da Escola de Educação Física, publicação essa autorizada pelo Comando Geral da Corporação em 21 de outubro de 1948.

1951: Nos I Jogos Desportivos Pan-Americanos, realizados em Buenos Aires, no período de 25 de fevereiro a 8 de março, a Esgrima brasileira teve a sua delegação composta de: Joaquim do Couto Simões (Chefe), Hélio de Araújo Vieira (Assistente Técnico), e os esgrimistas Ferdinando Alessandri, Virgílio Damásio de Sá, Luciano Albieri, Maria Eugênia Xavier, Renate Herzog, Nadscha Ziboroff, Dario Marcondes do Amaral, Henrique de Aguiar Vallim, Estevão Molnar, Frederico Taveira Serrão, Sabino Scianameyer, Hugler Matt, Fernando Canteiro Toreli, Adolpho Masine e Odair Castro. Obtiveram as medalhas de bronze Estevão Molnar (Sabre) e a Equipe de Sabre.

1952:
No período de 19 de julho a 3 de agosto, foram realizados os Jogos Olímpicos em Helsinque, na Finlândia. A delegação brasileira de Esgrima era composta de: Joaquim Couto Simões (Chefe), Helladio Camargo Diniz Junqueira (Técnico) e os competidores Etienne Molnar, Hélio de Araújo Vieira, César Pekelman, Walter Augusto César de Paula e Dario Marcondes do Amaral.

1955: Nos II Jogos Desportivos Pan-Americanos, na Cidade do México, no período de 12 a 26 de março, a equipe de Esgrima era formada por Joaquim do Couto Simões (Chefe), Virgílio Damásio de Sá (Técnico) e os atletas Heitor de Abreu Soares, Dario Marcondes do Amaral, Aloysio Alves Borges, Nelson Antonio Moraes Bastos, Mário Azevedo Queiroz, Estevão Etienne Molnar, Maria Yeda Coutinho, Yolanda Coutinho Moraes e Maria Eugênia Mac Guinles Xavier. A Escola de Educação Física do Exército publicou o folheto Manual de Esgrima: generalidades, florete.

1959: Nos Jogos Pan-Americanos em Chicago, a partir de 27 de agosto a 7 de setembro, a Esgrima do Brasil esteve presente com Prospero Gargaglioni (Técnico) e Heitor de Abreu Soares, Renô Todeschini, Etienne Molnar e Amélia Pacheco Bernardo.

1963: Nos IV Jogos Pan-Americanos, realizados em São Paulo de 20 de abril a 5 de maio, a equipe de Esgrima, formada por Aloysio Alves Borges, Arthur Telles Cramer Ribeiro, José Maria Pereira e Carlos Luís R. Couto, foi agraciada com a Medalha de Prata. Participaram, também, dos Jogos, os atletas Wanda Mennas Tambascos, Maria Eugênia Xavier, Amélia P. Bernardo, Nara Fiori, Lilia M. Setinger, René Setinger, Ubirajara Sá Gomes, Leonardo Famá, Heitor de Abreu Soares, Reinaldo C. Araújo, Humberto Calabrez Filho, Estevão Molnar, João Antonio Roza, Ronald Silva Marques e Eric Tinoco Marques.

1967:
Nos V Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg, no período de 26 de julho a 6 de agosto, na prova de espada individual, Arthur Cramer Ribeiro conquistou pela primeira vez na história da Esgrima brasileira o ouro individual. Obteve o Brasil, por equipe, a vitória sobre o Peru e a Colômbia, perdendo apenas para os Estados Unidos. A equipe brasileira era composta de: Humberto Calabrez (Chefe), Carlos Rodrigues do Couto, Dario Marcondes do Amaral, José Maria de Andrade Pereira e Arthur Telles Cramer Ribeiro.

1968:
Na Cidade do México foram realizados os Jogos Olímpicos, de 12 de outubro a 27 do mesmo mês. A equipe de Esgrima tinha como seus componentes o Cel. Eric Tinoco Marques, na qualidade de Chefe e Técnico, e os esgrimistas Arthur Telles Cramer Ribeiro, Dario Marcondes Amaral, Carlos Luiz Couto e José Maria Pereira.

1971:
Nos Jogos Desportivos Pan-Americanos, efetuados em Cali, entre 30 de julho e 13 de agosto, a equipe de Esgrima estava formada por Manu Marques (Chefe), Heitor de Abreu Soares (Técnico) e os atletas Arthur Telles Cramer Ribeiro, Dario Marcondes do Amaral, José Maria de Andrade Pereira e Marcus Alves Borges.

1973: “Esgrima”, artigo de autoria de Arthur Cramer, foi publicado na Revista Brasileira de Educação Física, ano 5, n° 13, de janeiro/ fevereiro, escrito por solicitação do DED/MEC, com vista à introdução da Esgrima nos Jogos Estudantis Brasileiros-JEBs de 1973.

1973:
A Esgrima foi incluída no rol das atividades desportivas dos V Jogos Estudantis Brasileiros pela primeira vez. A sede dos JEBs foi a cidade de Brasília. Sagrou-se campeão de florete e espada o gaúcho Adriano Kalis Escada e, por equipe masculina, também os gaúchos e os paulistas foram os vice-campeões.

1974:
Nos VI Jogos Estudantis Brasileiros, os brasilienses, alunos do Colégio Marista de Brasília, conquistaram o 4° lugar em florete e o 5° lugar em espada. A iniciativa da prática da Esgrima coube aos Padres Maristas com o apoio de Wedner Cavalcante, um dos fundadores da Federação Goiana de Ginástica. Os JEBs foram efetuados em São Paulo. O campeão em florete e espada foi o gaúcho José Antonio Andreatta. Por equipe, os estudantes gaúchos foram os campeões, e os vice-campeões foram os cariocas.

1975:
Entre 12 e 26 de outubro, a Esgrima brasileira esteve presente nos Jogos Pan-Americanos realizados na cidade do México, com Humberto Calabrez (Chefe), Dario Marcondes do Amaral (Técnico), Andréa Cohon Giovani, Márcia da Silva, Arthur Telles Cramer Ribeiro, Francisco Itálico Buonafina, Frederico José França Barreira de Alencar, Ronaldo Vadson Schwantes, Sandor Kiss e Ubirajara de Sá Gomes. O Brasil conquistou a medalha de bronze, por equipe, em espada.

1976: Nos Jogos Olímpicos de Montreal, no período de 17 de julho a 1° de agosto, houve a participação de Arthur Telles Cramer Ribeiro, na Esgrima, que concorreu em espada, classificando-se em 38° lugar.

1976: Em Porto Alegre foram realizados os VIII Jogos Escolares Brasileiros e, na Esgrima, na prova de florete, foi campeão o paulista Nelson A. do Rego e, na espada, o paranaense Emerson Nogoceki. Por equipe, o Rio Grande do Sul foi o campeão, e São Paulo o vice-campeão.

1977: Pelo Decreto n° 80.228, de 25 de agosto, foi a Confederação Brasileira de Esgrima-CBE reconhecida como entidade constituída (Art. 36).

1979: Os Jogos Pan-Americanos de San Juan, em Porto Rico, de 1 a 15 de julho, tiveram a presença da Esgrima do Brasil, com Carlos Luiz Rodrigues do Couto (Chefe), Eduard Starzynski (Técnico), Carmen Rozane Masson, Eloisa Brasil de Moraes, Lúcia Maria Soares, Marcia da Silva, Paula Lazzarini, Arthur Telles Cramer Ribeiro, Douglas Veronez Fonseca, Francisco Itálico Buonafina, Ronaldo Vadson Schwantes e Sandor Kiss. Na espada, masculino, Arthur Cramer obteve o oitavo lugar e, por equipe, obteve o quarto lugar, com Francisco, Douglas, Ronaldo e Cramer.

1981: Após anos de ausência, isto é, desde os Jogos Estudantis Brasileiros de 1976, e como resultado dos contatos entre a SEED/ MEC e a Confederação Brasileira de Esgrima, a Esgrima retornou aos JEBs. Destacou-se o estudante paulista Antonio Augusto Telles Machado, sagrando-se campeão individual de florete, espada e sabre. O campeão por equipe foi o Rio Grande do Sul, com Elizabeth Santa Lúcia (direção) e os atletas Régis Lobo, Luciano Finardi, Haroldo Heidrich, Johnny Araújo, José Luiz Saran da Roza, Ricardo Menalda, Jarbas Trois e Rogério Dutra Pereira. No florete, foi campeã a gaúcha Maria Jaqueline da Costa Machado. Pela equipe feminina sagrou-se São Paulo, constituída de Sandor Kiss (Direção) e as atletas Eloá do Amaral, Flora Freire da Silva, Laura Mangiaterra e Nícia Cristina Monteiro.

1983: Nos Jogos Pan-Americanos, em Caracas, no mês de agosto, do dia 14 ao dia 29, esteve presente a Esgrima brasileira com Luís Lopes Filho (Chefe), Robert Vangenot (Técnico), Heitor de Abreu Soares (Técnico), os esgrimistas Arthur Telles Cramer Ribeiro, Nelson Calvoso Pinto Homem, Ronaldo Vadson Schwants, Antonio Augusto Telles Machado, Fernando Luis Fiorio Calza, Roberto Lazzarini, Ana Emilia Becker Maciel, Heloisa Brasil de Moraes, Marcia Silva Leonelli e Carmen Rozane Masson. Os esgrimistas brasileiros tiveram, em período anterior aos Jogos, treinamentos em Davos, na Suíça, e em Viena, na Áustria, onde participaram do Campeonato Mundial de Esgrima. Em Caracas, no florete feminino, participaram quatro atletas brasileiras, em espada com cinco homens e no florete masculino com um esgrimista. Na prova de espada, a equipe masculina obteve o 5° lugar.

1987:
O Conselho Nacional de Desportos-CND, através da Resolução n° 14, dispôs sobre o registro de Técnicos Desportivos aos concludentes de Cursos de Mestre D’Armas da Escola de Educação Física do Exército.

2003:
A Delegação Brasileira de Esgrima, participante dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, apresentou-se com 12 atletas do sexo masculino e 4 atletas do sexo feminino.


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