História da Doença de Peyronie

A doença de Peyronie caracteriza-se por um processo fibrótico que afeta a túnica albugínea que envolve os corpos cavernosos do pênis. Sua etiologia ainda é foco de extensa investigação, não havendo, entretanto, uma definição exata a respeito de sua origem. Acredita-se que microtraumas, ocorrendo de uma forma repetitiva durante o ato sexual, associados a um processo defeituoso de cicatrização estejam relacionados ao seu desenvolvimento.

A doença de Peyronie começa como um processo inflamatório que progride para uma fase de fibrose. A placa fibrótica formada pode, eventualmente, sofrer degeneração, transformando-se em cartilagem hialina ou em tecido ósseo. Esta placa tem origem mais comumente na região dorsal do pênis, raramente acometendo o septo entre os corpos cavernosos. É proposto que dois fatores devem ocorrer para o desencadeamento da doença de Peyronie:

1. Trauma ao pênis ereto;

2. Defeito no sitema de cicatrização. Este defeito engloba engloba diversos mecanismos simultaneamente e pode, em parte, explicar porque apenas uma pequena porcentagem dos homens que sofrem trauma durante o ato sexual vêm a desenvolver a doença.

A doença de Peyronie somente vai ocorrer em um indivíduo geneticamente predisposto, estando diretamente relacionada ao processo de envelhecimento, quando a túnica albugínea apresenta elasticidade reduzida. A pressão sobre o pênis ereto distende as fibras da túnica albugínea, que apresentam uma tolerância menor ao esforço. A delaminação ou fratura desta túnica vai ocorrer, tipicamente, envolvendo as fibras septais e circulares.

A sequência natural após o trauma é a ativação do sistema de cicatrização: inicialmente, ocorre ativação de citocinas através de TGF (demonstrando estar elevado na doença de Peyronie), PDGF, interleucinas e TNF. Estes fatores vão estimular a produção de fibroblastos e o conseqüente depósito de matriz extracelular. O desequilíbrio entre as fases de cicatrização, incluindo a formação da cicatriz anormal e um processo de remodelamento deficiente, possivelmente devido a uma função anormal dos fibroblastos ou irregularidades no metabolismo da matriz extracelular vão resultar na formação de uma cicatriz anormal.

O conceito importante a ser lembrado na etiologia da doença de Peyronie, então, é de que a lesão mecânica é um fator epigenético que vai funcionar como o ativador da doença em um indivíduo geneticamente predisposto.

A doença de Peyronie foi descrita em1743 pelo cirurgião francês François Gigot de La Peyronie. Caracteriza-se pelo entortamento do pênis em graus variados; nos casos mais graves, chega a formar um “L”. A incidência tem aumentado e tem estudos que relatando que durante a vida até 10%dos homens adultos irão desenvolver a doença. Existem várias hipóteses sobre as causas da doença: amais aceita, e comprovada, éde que resulta demicrotrauma durante a relação sexual, sobretudo em virtude de posições inadequadas ou posições que forcem o pênis. O acidente atinge a túnica, o tecido inflama e, ao curar-se, leva à formação de tecido cicatricial provocando um repuxamento e o conseqüente encurvamento peniano. Outra doença que leva ao encurvamento peniano é congênita. A criança nasce com ela. Muitas vezes a curvatura não é muito acentuada e os pais não dão importância ao problema. Quando a criança entra na puberdade, o pênis cresce mais rapidamente. Então o encurvamento se acentua e torna-se bem mais visível.

A conseqüência física mais importante é adificuldade ou impossibilidade do ato sexual. Mas o mais terrível são as conseqüências psicológicas. A maioria dos adolescentes que sofrem de Peyronie, imaginam que é o fim de sua vida sexual. A doença os abala em todos os aspectos. Os solteiros em geral passam a levar uma vida de sofrimento e solidão. Os casados muitas vezes não são capazes de revelar o problema à parceira. Terminam o relacionamento e também vão viver a dor da solidão.

A curvatura é perceptível apenas durante a ereção. A deformidade adquirida do pênis, chamado doença de Peyronie, na maioria dos casos tem evolução favorável, com estabilização da curvatura e mantendo o paciente em condições de continuar a ter uma vida sexual saudável. O tratamento com medicamentos pode evitar a progressão da doença, principalmente se iniciado rapidamente. As queixas podem ser: dor à ereção, caroço palpável no pênis, curvatura, afinamento e diminuição do tamanho do pênis, podendo estas queixas estar isoladas ou associadas. Quando a doença se estabiliza, ou seja, pelo menos 1 ano de doença e nos últimos 6 meses mantiver estável a curvatura e o caroço palpável no pênis (às vezes não se palpa), espera-se que o problema não piore ou melhore.

Caso aconteça outra vez os sintomas da doença após este período seria um novo episódio da doença em outra parte do pênis. A queixa principal do paciente é a deformidade peniana e não a placa ou nódulo palpável. Há casos em que a placa é de um lado e a curvatura é do outro. Há casos que a curvatura chega até a 90 graus sem placa palpável. O sucesso de qualquer tratamento deve ser avaliado no sentido de melhorar a deformidade peniana e não simplesmente no desaparecimento ou redução da placa (caroço). Dor às ereções somente está presente em um terço dos casos, no início da doença, e irá desaparecer com o tempo. Acirurgia é indicada somente após a estabilização da doença e se a deformidade dificultar ou impossibilitar a penetração, ou nos casos que esteja favorecendo escapar da vagina durante o ato sexual.

Não são todos os casos que terão indicação cirúrgica na evolução da doença, aliás, é a minoria. A cirurgia quando bem indicada em pacientes com ereção preservada tem mantido a condição de ereção do pré-operatório. Inclusive os pacientes que fazem uso demedicamentos para amelhoria da ereção tem tido boa resposta ao medicamento no pós-operatório. Isto tem evitado em muitos casos, o implante de prótese peniana sendo somente a correção da deformidade o suficiente para retorno a vida sexual saudável. A cirurgia tem excelentes resultados quando bem indicada com a doença estável. Não existe consenso que nenhum tratamento clinico ou alternativo (dentre estes a litotripsia) substitua o tratamento cirúrgico. Este deve ser reservado a alguns casos e o resultado tem sido muito satisfatório para retornar o paciente à vida sexual saudável.

CIRURGIA PERMITE CORRIGIR A CURVATURA DO PÊNIS

Técnica cirúrgica possibilita superar o encurvamento do pênis por doenças alongando o lado curto minimizando a perda de tamanho. Consiste em fazer um corte específico para livrar a túnica (membrana que recobre os corpos cavernosos) do repuxamento. Endireitar o pênis e, na área da túnica onde passa a faltar tecido, implantar um pedaço de enxerto. A técnica cirúrgica foi desenvolvida pelo Dr. Paulo Egydio com tese de doutoramento na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O procedimento consiste de soltar a pele que recobre o pênis e baixá-la ao máximo. Provoca-se uma ereção com medicamento.

Faz-se um corte, cuja forma muda para cada paciente, na túnica de modo a eliminar o repuxamento peniano. Como a túnica é menor do que deveria ser, quando o pênis é posto reto, falta um pedaço de túnica, o que é corrigido com implante de umenxerto. Resolvido o problema, repõe-se a pele do pênis em seu lugar e a cicatrizédiscreta como a da cirurgia de fimose. A vantagem desta técnica é minimizar a perda de tamanho do pênis já imposta pela doença. As técnicas usadas antes levavam à diminuição no pênis, porque retiravam porções de tecido da face maior do pênis curvo até igualar à menor.

Saiba Mais:

No Link abaixo você poderá conferir, um pouco mais da descoberta da doença doença de peyronie.

Link da História

Logo abaixo veja um pouco mais sobre como tratar a doença de Peyronie, quais os sintomas e muito mais, confira.

Link da História

Esta entrada foi publicada em A História da Medicina. ligação permanente.

Deixar uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>