História das Primeiras Civilizações

As Primeiras Civilizações Orientais

O critério utilizado para estabelecer a distinção entre Pré-História e História foi o desenvolvimento da escrita. Para os defensores desse critério, a escrita teria permitido a formação de sociedades mais complexas, dando início ao que foi qualificado por muito tempo de ”processo civilizatório”. Nesse ”novo” período, as populações nômades de algumas regiões do planeta tornaram-se sedentárias; com o tempo, começaram a se constituir núcleos populacionais cada vez maiores e mais complexos, originando as primeiras cidades.

Em regiões do planeta propícias à sedentarização, como os vales de alguns rios, desenvolveram-se as primeiras civilizações, cada qual com suas especificidades e em tempos históricos distintos. Vamos examinar o processo de formação e as características de antigas civilizações.

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Pirâmides da Gizé, no vale dos Reis, Egito.

O controle da produção agrícola e a domesticação de animais facilitaram a sedentarização e possibilitaram a geração de excedentes. As relações sociais se diversificaram, ultrapassando o plano das relações tribais e de parentesco. Com a especialização das atividades e a divisão social do trabalho, a organização social deixou de se basear no igualitarismo. O poder político e o das armas (os exércitos, as leis, as normas, etc.) estabeleceram-se como fatores organizadores dessas sociedades. Os avanços técnicos foram extraordinários e, por meio da escrita, criaram-se novos códigos de transmissão cultural.

O Desenvolvimento dos Núcleos Urbanos

Para compreender a constituição das primeiras estruturas urbanas ou cidades é preciso levar em conta uma complexa relação de fatores sociais, demográficos, técnicos, políticos e religiosos.

O surgimento desses núcleos indica, em primeiro lugar, a definitiva sedentarização do ser humano. As transformações na produção agrícola geraram um excedente capaz de permitir a sobrevivência das pessoas na cidade. Esse excedente foi fundamental para a sobrevivência dos centros urbanos, além de aquecer a atividade de trocas e o comércio nas cidades. Ao mesmo tempo, as necessidades então geradas pela vida nas cidades estimularam o desenvolvimento de novas técnicas e o progresso da produção agrícula.

Assim, lentamente foi se estabelecendo uma distinção entre o trabalho no campo e o trabalho na cidade. As mudanças produzidas pela nova divisão do trabalho, baseada na oposição campo x cidade, geraram modificações dentro das sociedades. A apropriação, a administração, e a distribuição do excedente determinaram diferenciações sociais até então desconhecidas.

Nesse novo cenário, os valores em geral foram se modificando, fez-se necessário um sistema mais complexo que o de parentesco para sustentar essa sociedade. As relações de poder, desde então, começaram a ser construídas a partir de diversos setores: na apropriação do excedente (proprietários), na organização e concentração das trocas (comerciantes), na preparação da legislação (juízes e legisladores), na organização da administração (burocratas e funcionários) e também na defesa das cidades e da ordem social (guerreiros).

Com a divisão do trabalho e a organização da sociedade em diversos setores, as forças que impulsionaram a revolução agrícola (aumento demográfico, novas técnicas, etc.) desenvolveram-se ainda mais, permitindo o surgimento de diversas formas de cooperação do trabalho ou de troca.

Nas cidades, a diversificação social se expandiu com o surgimento de variadas funções. Abria-se espaço para o trabalho especializado, como o de ceramistas, cuteleiros, ferreiros, etc. O comércio passou a ser fundamental para os trabalhadores urbanos, pois era esse mercado de troca que possibilitava sua sobrevivência.

Nesse processo, os aspectos religiosos também tiveram um papel significativo. Grande parte dos primeiros centros urbanos surgiu em torno de templos (como os zigurates, na Mesopotâmia), devido à necessidade de protegê-los e mantê-los abertos aos fiéis. Nesse momento de profundas transformações, a religião representou um fator de coesão social.


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Zigurate de Ur, Iraque

Os primeiros grandes centros urbanos surgiram na região do Crescente Fértil, primeiro na Mesopotâmia e depois no Egito. Uma série de fatores possibilitou a organização das cidades e de Estados nessas regiões, destacando-se a expansão da agricultura e da população, o excedente agrícula, o desenvolvimento técnico e comercial e a centralização política a partir da reunião de várias tribos para proteção ou ataque.

Outro elemento importante e característico das cidades desse período, em regiões onde a água era escassa, foi a necessidade de controle das cheias dos rios Tigre e Eufrates (Mesopotâmia) e do Nilo (Egito). A construção de mecanismos de irrigação requeria a estruturação de formas organizadas e sistemáticas de trabalho. Ampliava-se assim a divisão do trabalho, que gradativamente se tornou mais específica.

Sociedades Complexas dos Vales Fluviais

Nas regiões de planícies formadas pelos grandes rios (Nilo, Tigre, Eufrates, Indo e Amarelo) constituíram-se as primeiras organizações sociais complexas.


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