História das Danças Nacionais Populares

Afro-brasileira: Trata-se de uma reelaboração de dança étnica desenvolvida através de pesquisa e resgate cultural. Com a prática da modalidade pode-se ampliar seu espaço de improvisação e criação, cujo conteúdo inclui o samba, o afoxé, a dança dos orixás, os ritmos afro-baianos (samba-reggae, timbalada, olodum e ritmos tribais com bases solos) e outros elementos vindos das doze nações da cultura africana encontradas no Brasil.

Baião: Dança cantada nordestina, resultante de origens africanas, indígenas e colonizadores portugueses. Sem transformações, sofreu uma alteração no Sul do país onde, para troca de par, se usa a umbigada em vez dos estalos de dedos, como era dançada e ainda se preserva no resto do país.

Batucajé: Dança sacra, afro-brasileira do Piauí e Bahia, baseada em movimentos de batuque.

Bumba-meu-boi: Dança que representa a morte e a ressurreição, numa sátira contra a opressão do colonizador, a exemplo dos congos, caboclinhos e guerreiros. O Bumba-meu-boi é encontrado em todos os estados brasileiros, com nomenclaturas diferentes: Boi calemba no Pernambuco, Boi de Reis e Boi-bumbá no Pará, Reis do Boi em Cabo Frio, Cavalo-marinho no Rio Grande do Norte, Boi-mamão em Santa Catarina.

Caiapós: Dança dos indígenas da região litorânea paulista, encontrada também em estados do Centro-Oeste e Norte do Brasil.

Candomblé: De origem africana, representa uma prática de exorcismo em que vivos e mortos se confundem. O candomblé tem sobrevivido por meio do imaginário, de que as divindades descem de mundos desconhecidos e tomam posse do corpo de seus filhos para lhe conceder poderes de fazer o bem e o mal.

Carimbó: Música e dança folclórica da Ilha de Marajó desde o século XIX. Atualmente é dançado no interior do Pará e em seus arredores, com uma prática de homenagem a Santo Benedito.

Chico: Dança com vários volteios entre casais nos fandangos do interior do Paraná.

Chimarrita: Originária dos Açores e Ilha da Madeira, a dança é famosa nos fandangos gaúchos, paranaenses e paulistas.

Ciriri:
Dançado em fileiras na maioria dos estados do norte do Brasil, tendo uma variação em círculos somente no interior do Mato Grosso; valoriza a troca dos casais e as diversas escolhas de homens e mulheres com os pares que desejem enamorar.

Côco: Dança de origem ameríndia (tupi), sem riqueza rítmica e melódica, também chamada bambelô ou zamba, encontrada na região praiana do Norte e do Nordeste, sobretudo em Alagoas.

Fandango: Apresenta a oportunidade de praticar várias danças de acordo com a cultura regional. No Rio Grande do Sul é dançada a chimarrita, a chula e a tirana-do-lenço, enquanto em São Paulo são praticadas a tiraninha, a quero-mana e a dão-dão.

Frevo: Trata-se de um misto de marcha e polca, com variações de compasso binário e quaternário, tendo se preservado em Pernambuco, onde é mais dançado. O frevo é rico em criatividade e em improvisação, permitindo ao bailarino criar os passos mais variados, desde os mais simples aos mais acrobáticos.

Maxixe: Tem origem no batuque estilizado, sendo dançado em rítmo sincopado. O maxixe lembra a polca e a habanera, com movimentos sensuais, motivo pelo qual foi excluído das danças sociais de salão.

Mineiro-pau: Dança singela, de origem indígena, atualmente dançada em Pernambuco como forma de recreação entre os jovens.

Sairê: Também chamado totiúna (cruz comprida), é uma procissão dançada por ocasião das festas de São João, Santo Antônio, São Tomé e outros santos. Típica do território do Amapá, Amazonas e Pará.

Tatu: Dança do Rio Grande do Sul, que conta a história de tatu tímido e desdentado, perseguido pelos cães na Revolução dos Farrapos, que levava ofícios para o general David Canabarro.

Tirana: Dança de origem espanhola, manifesta-se do norte ao nordeste, e desconhecida apenas nas regiões litorâneas. Ao som de cantos solistas, é dançada com sapateado e insinuações de namoro entre os casais.

Situação Atual: Estima-se que na região Centro-Oeste, cerca de 200 escolas trabalhem com danças indígenas, envolvendo entre professores, alunos e adeptos, mais de 10 mil pessoas em eventos locais e regionais organizados. Já nas regiões Norte e Nordeste, as danças folclóricas assumem grandes escalas de participação com a maioria da população envolvendo-se com as festas culturais e religiosas, o que torna impraticáveis as estimativas. Na região Sudeste, poucas pessoas se envolvem nas danças folclóricas regionais, em contrapartida, a dança de salão é muito requisitada. Neste caso, estima-se a existência de 5000 entidades (escolas, academias, clubes etc), 10 mil profissionais e 100 mil praticantes de dança de salão, fazendo desta modalidade uma das mais praticadas em todo o país. Na região Sul há cerca de 200 Centros de Tradições Gaúchas-GTG com aproximadamente 600 professores atuando nos fandangos e academias que prestigiam festividades folclóricas. Neste âmbito regionalista de identidade cultural estimase que cerca de 100 mil indivíduos participem regularmente das manifestações, incluindo aproximadamente 500 bailarinos de ambos os sexos que fazem apresentações nas invernadas (grupos que se encontram três vezes na semana para dançar e estudar folclore).

A dança em Blumenau e o Bolshoi em Joinville – SC

As atividades de dança em Blumenau iniciaram-se em 1972 quando Pauline Stringer, bailarina formada pela Royal Academy, chega da Inglaterra para assumir a Escola de Ballet, em Blumenau. Desde então têm sido formados bailarinos profissionais na cidade, entre os quais destaca-se o nome de Úrsula Aloma Ionem. Ainda em Blumenau, há dois grupos importantes a mencionar: Cravo Cia. das Artes e Ambulare Cia. Estas circunstâncias, aliadas ao impacto nacional do Festival de Joinville e a localização de um curso do Grupo Bolshoi de Moscou, nesta última cidade, sugerem a existência de uma vocação da região de colonização alemã em SC, voltada para o ensino da dança.

Cluster de dança de Joinville – SC

Origem e Definições: O Festival de Dança de Joinville está hoje consolidado como o maior concurso de estudantes de dança da América Latina, envolvendo também bailarinos amadores e profissionais. Responsável por grande parte do escoamento da produção das escolas de dança do Brasil, este evento realiza-se anualmente na segunda quinzena de julho, reunindo um público total de 50 mil pessoas, em espetáculos localizados no Centreventos Cau Hansen. Durante as 11 noites do Festival, sobem ao palco companhias convidadas e grupos concorrentes, com trabalhos inscritos em sete modalidades – Ballet Clássico de Repertório, Ballet Clássico, Dança Contemporânea, Jazz, Dança de Rua, Danças Populares e Sapateado –, subdivididas em três categorias: júnior, sênior e avançado. Durante o Festival são realizados também o Festival Meia Ponta, para crianças de 10 a 12 anos e a Mostra de Dança Contemporânea, para companhias profissionais. As apresentações são feitas em palcos alternativos, montados em praças, shoppings e empresas, acompanhadas de uma ampla programação de cursos, palestras e oficinas. Promovido pelo Instituto Festival de Dança de Joinville, o evento é mantido com verba de patrocínio e com recursos próprios, obtidos basicamente com inscrições e bilheteria. Nestas condições, os objetivos atuais do Festival são: viabilizar o intercâmbio entre estudantes e profissionais de dança; possibilitar a discussão de temas relevantes para o crescimento do setor; estimular o aperfeiçoamento técnico dos participantes; (d) auxiliar na formação de novos bailarinos e revelar talentos; promover a dança como opção artística e incentivar a arte entre os jovens.

1983:
Em 10 de julho deste ano, nascia o Festival de Dança de Joinville no auditório da Sociedade Harmonia Lyra, um quase centenário prédio no centro da cidade. O início, além de tímido, foi prejudicado pelas cheias que assolaram Santa Catarina nos anos de 1983 e 1984. O número de escolas inscritas neste primeiro Festival foi então surpreendente: 40 escolas e cerca de 600 estudantes de dança. O Festival durou cinco dias com o público lotando o auditório para assistir espetáculos de clássico, moderno, jazz e danças folclóricas, o que superou todas as expectativas.

1984: Com a realização do II Festival de Dança, as expectativas foram mais uma vez superadas ao se inscreverem cerca de mil estudantes de dança, representando 62 escolas, o que exigiu um novo local para as apresentações – o ginásio Ivan Rodrigues – e o aumento na duração do evento para 7 dias. Houve também repercussão fora de Santa Catarina – principalmente a partir da apresentação de “O Grande Circo Místico”, da Fundação Teatro Guaíra, de Curitiba. A partir daí, o evento não parou mais de crescer, tanto em participação como na evolução técnica e artística das apresentações, trazendo incluso o apoio da iniciativa privada e o conseqüente amadurecimento do evento. 1995 O passo definitivo para a internacionalização do Festival foi dado neste ano, com as apresentações do Ballet Theatro Bolshoi, Moscou (Rússia), nas noites de pré-estréia e abertura, e do Stuttgart Ballet (Alemanha). Para atender à nova programação, o evento passou a ser realizado em 13 dias.

1997: A partir deste ano, as noites competitivas do Festival também passaram a receber bailarinos e grupos convidados. Neste mesmo ano, o evento também ganhou uma nova casa: o Centreventos Cau Hansen – uma arena multiuso que abriga toda a estrutura administrativa e serve de palco para as competições e apresentações de atrações especiais do Festival.

1999: A criação do Instituto Festival da Dança dá início a uma nova etapa na história do evento, que no ano seguinte ganhou mais uma atração, o Festival Meia Ponta. Realizado na Sociedade Harmonia Lyra, berço do Festival de Joinville, a primeira edição do Meia Ponta reuniu 19 grupos e cerca de 300 participantes, entre estudantes de dança, jurados, coreógrafos e diretor de escolas e grupos.

2001: O evento infantil ganha uma nova casa, o Teatro Juarez Machado, no próprio Centreventos, local que também serviu de sede para a realização da primeira edição da Mostra de Dança Contemporânea, um evento não competitivo, voltado para companhias profissionais.
Situação Atual: Ao longo de 20 anos, cerca de 77 mil estudantes e profissionais da dança participaram do evento. Os espetáculos foram vistos por mais de um milhão e 150 mil pessoas. Hoje, o evento envolve quatro mil participantes e é o maior concurso de estudantes de dança da América Latina, produzindo repercussões na região onde se situa e até mesmo em escala nacional, no sentido da busca continuada da excelência no ensino da dança.

Dança e Inclusão Social

A tradição de atividades esportivas ofertadas para pessoas carentes e locais adaptados, existe desde a década de 1930 no Brasil. Recentemente, este tipo de iniciativa passou a incluir a dança com maior empenho e propriedade. A seguir listam-se alguns exemplos que focalizam a dança em particular – conduzida por profissionais específicos da área – como outros mais ecléticos, sob condução de profissionais de Educação Física.

Escola de Dança e Integração Social para a Criança (Edisca): Há dez anos esta organização não-governamental – ONG promove, por meio da dança, um trabalho de resgate e desenvolvimento da auto-estima e inclusão de crianças e adolescentes em situação de risco em Fortaleza – CE. Em 2003, o corpo de baile da ONG se apresentou, em grande estilo, em Paris, França, com o espetáculo “Duas Estações” que narra o drama do povo do sertão nordestino.

Programa Educação Pelo Movimento (PEM): Opera desde fevereiro de 2001, na Cidade de Deus, Rio de Janeiro –RJ, dirigido pelo professor de Educação Física Sylvio Dufrayer oferecendo aulas diárias de atividades corporais artísticas e educacionais sistematizadas, tais como dança folclórica brasileira, ginástica olímpica, dança de rua, capoeira, circo e informática. Iniciação musical e incentivo à leitura são ministradas nos primeiros meses. Este projeto tem como objetivo a formação dos jovens, buscando facilitar sua inserção na sociedade, como um indivíduo capaz do exercício pleno de sua cidadania.

Luar de Dança: Esta iniciativa visa à formação de profissionais de Dança Clássica e Moderna em parceria com escolas Municipais e Estaduais do RJ, para levar arte à comunidade de baixa renda. Aulas de dança clássica e moderna são ministradas para mais de 700 crianças e adolescentes de comunidades carentes da Baixada Fluminense. Os cursos estimulam o surgimento de novos talentos e favorecem o desenvolvimento de coreógrafos incumbidos de formar novos grupos. Os professores envolvidos no projeto viajam para a Itália para se atualizar, numa parceria com a organização não-governamental italiana Noi Ragazzi Del Mondo.

Projetos Sociais do Pão de Açúcar: Iniciativa empresarial para o fomento de danças populares entre pessoas desfavorecidas por meio de monitores, em São Paulo – SP. Danças contempladas: dança do jacaré e do jabuti do Maranhão; maracatu, coco, sambareggae, frevo e xote.

Fundação Telefônica: A entidade empresarial Grupo Telefônica investe em projetos destinados ao atendimento a jovens infratores nos Estados do Centro-sul do Brasil. Os projetos apoiados pela Fundação Telefônica prevêem, entre outras ações, criação de oficinas de atividades pedagógicas (arte-educação, dança de rua, artesanato), encaminhamento dos jovens à escola e cursos profissionalizantes, além de promoção de atividades esportivas e culturais.

Assindes:
Esta entidade assistencial de São Paulo–SP, oferece cursos profissionalizantes, informática básica, objetos em concreto celular, confecção de blocos de anotações, confecção de cartões, auxiliar de cozinha, ajudante de garçom, costura industrial, atividades de integração de grupo em dança e teatro, palestras de fisioterapia e enfermagem.

Banco Rural – Instituto Junia Rabello: Esta instituição de responsabilidade social sob direção de um empreendimento bancário tem ampliado investimento em arte e cultura, alcançando a cifra de R$ 2 milhões/ano em 2003, aplicados em diversas regiões do país. Entre os projetos culturais apoiados pela instituição destacam-se patrocínios ao grupo de dança contemporânea Primeiro Ato.

Escola de Samba Mangueira: Esta associação do Rio de Janeiro – RJ também oferece a dança em seu projeto Mangueira do Amanhã, que atua principalmente com talentos esportivos e que hoje alcança renome internacional..

Vila Olímpica do Salgueiro:
Este projeto situado no Rio de Janeiro – RJ, instalado na sede da Escola de Samba do Salgueiro, atua sob a supervisão geral do professor Avelino José de Souza e oferece a adolescentes e jovens atividades de ginástica, karatê, basquete, futebol de campo e de salão, jiu-jitsu, capoeira, musculação, hóquei sobre patins e dança.


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