História da Evolução Humana

Esquema cronológico do processo de desenvolvimento biológico do homem, do Australopithecus ao Homo sapiens sapiens.

A Evolução Biológica da Espécie

Os mamíferos surgiram por volta de 225 a 180 milhões de anos, e os primatas há cerca de 60 ou 70 milhões de anos. Esses ancestrais do ser humano provavelmente se alimentavam de insetos (eram insetívoros), vivendo em árvores.

Os ”parentes” biológicos mais próximos do homem pertencem à ordem dos Primates, sobretudo os da família dos pongídeos (gorilas e chimpanzés). Durante milênios, símios e ancestrais dos seres humanos seguiram uma trajetória comum de evolução. Foi só há 5 milhões de anos, quando os precursores dos humanos se colocaram em posição ereta, exigindo nova estrutura óssea e muscular do aparato biológico, que os caminhos desses gêneros se separaram.

Entre 6 milhões até aproximadamente 2 milhões de anos atrás, existiram várias espécies de hominídeos, hoje denominados pitecantropos (fósseis do antigo gênero Pithecanthropus, vocábulo que vem do grego péthékos, ”macaco”, e ántropos, ”homem”). Os vários tipos de Australopithecus fazem parte desse conjunto, e seu exemplar mais antigo encontrado está datado entre 3 e 3,5 milhões de anos.

Há cerca de 2 milhões de anos surgiu o gênero Homo, como o Homo habilis, uma espécie com caixa craniana maior e postura mais ereta (portanto, mais parecido com o ser humano moderno). Alguns estudos indicam que o Australopithecus conviveu durante milhares de anos com o Homo habilis, o inaugurador da linhagem Homo, que chegou ao indivíduo moderno. Esses hominídeos tinham grandes dentes molares e pequenos caninos, o que indica uma dieta mista de plantas e animais. Eram bípedes e viviam em hábitats de savana. Provavelmente, os australopticínios e o Homo habilis manipulavam algum tipo de ferramenta, assim como tinham tradições sociais ou culturais rudimentares.

Embora as espécies tenham coexistido, a linhagem do Australopithecus desapareceu, enquanto a do Homo evoluiu: H. habilis, H. erectus, H. sapiens. Com essa evolução, o ancestral do homem moderno passou a usar ferramentas de pedra e a consumir todo tipo de alimento, inclusive a carne.

O Homo erectus surgiu há cerca de 1 milhão e meio de anos e deu início à ocupação da Terra. Os fósseis dessa espécie encontrados na ilha de Java (no Pacífico), na China e na Alemanha permitem concluir que ele saiu da África em direção à Europa e à Ásia, ocupando diversas regiões do planeta. A sobrevivência do Homo erectus parece estar relacionada ao desenvolvimento da capacidade de cooperar socialmente, por meio da repartição de alimento e do sustento das crianças pelos adultos.

Há cerca de 300 mil anos, surgiu o Homo sapiens. Essa espécie do gênero Homo deu origem ao homem de Neandertal e ao homem de Cro-Magnon. O homem de Neandertal (no vale de Neander, na Alemanha, foi encontrado o primeiro fóssil) já vivia na Europa havia mais ou menos 150 mil anos. Apesar do aspecto simiesco, suas características biológicas era bem próximas às do ser humano moderno (caixa craniana menor, corpo ereto, braços um pouco mais longos, testa mais saliente) e ele era capaz de desenvolver vida religiosa e comunitária. O homem de Neandertal desapareceu da Terra há cerca de 30 mil anos, por motivos ainda obscuros.

Há 100 mil anos surgiu o homem de Cro-Magnon ou o Homo sapiens sapiens, já com as características do indivíduo moderno. Com o desaparecimento dos neandertalenses, ele tornou-se a única espécie humana no planeta e nosso ancestral direto.

Até então, o aumento da capacidade cerebral garantia a adaptação do ser humano ao meio ambiente. Nessa época, houve significativa mudança nesse quadro: em vez de o cérebro desses indivíduos crescer cada vez mais, a produção cultural é que ganhou impulso. Esse atributo humano, responsável pela formação de tradições, línguas e modos de vida diferentes, revelou-se vantajoso, permitindo ao ser humano superar diferentes etapas de desenvolvimento mediante o aumento de sua capacidade reprodutiva e a alteração dos padrões sociais existentes.

O Início da História Humana

Para compreender melhor as conquistas e o processo de desenvolvimento do ser humano durante o longo período que é a Pré-História, costuma-se dividi-la em dois grandes momentos: o Paleolítico (pale(o)-, do grego palaiós, “antigo”; lítico do grego lithikós, “pedra”) e o Neolítico (ne(o)- do grego néos, ”novo”). Esses períodos são conhecidos também pelos nomes, respectivamente, de Idade da Pedra Lascada e Idade da Pedra Polida. No entanto, também para efeito de estudo, existem historiadores que delimitam outros períodos.

Por exemplo, alguns destacam do Neolítico um terceiro período posterior, o da Idade dos Metais, que teria tido início há cerca de 6 mil anos. Outros identificam um período intermediário, o Mesolítico (mês(o)-, do grego mésos, ”meio”), fundado em uma nova realidade climática e geográfica específica, determinada pelo fim do período glacial. Alguns autores consideram esse período uma espécie de transição (de 12 mil a 9 mil anos atrás) entre o Paleolítico e o Neolítico; outros acreditam que se trata de uma realidade histórica restrita à Europa.


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