História do Câncer de Esôfago

O câncer de esôfago pode ser visto como um dos mais importantes sob o ponto de vista médico, devido à sua alta fatalidade e à freqüência com que ocorre em todo o mundo. É um câncer comum no norte da China, no cinturão que se estende da Rússia européia ao nordeste do Mar Cáspio, Turquia, Irã, até o centro da Ásia.

É também comum na população negra do Sudeste da África. Taxas intermediárias são encontradas entre negros americanos, em regiões da França, Suíça, Japão e América Latina, destacando-se o Uruguai, Argentina e Brasil. Estudos realizados com migrantes japoneses em diferentes áreas geográficas revelam que a variação nas taxas de incidência de câncer de esôfago é maior para homens.

Esse câncer é raro na juventude e tem rápido aumento da incidência em idades mais avançadas, sugerindo como causa a exposição prolongada a agente(s) carcinogênico(s) do ambiente externo8. Há grande variabilidade na razão de taxas de incidência entre os sexos. Em 1971, Cook6 obteve as razões ajustadas de incidências 1:1 a 13:1 para câncer de esôfago, em homens e mulheres com idade entre 35 e 64 anos que residiam em diversas regiões da África.

Em estudo caso-controle, realizado em São Paulo no ano de 1991, sobre etnia e risco de câncer, Bouchardy e col. mostraram que negros e mulatos têm maior chance de desenvolver câncer de esôfago que os brancos. A maioria dos tumores de esôfago é do tipo epidermóide.

Os adenocarcinomas, mais raros, originam-se de focos ectópicos da mucosa gástrica. O tumor se desenvolve sob a forma de crescimento exofítico ou lesão ulcerada. Em geral, se estende superficialmente sob a mucosa e submucosa; a difusão é rápida e às vezes atinge profundamente a parede da víscera, o que é facilitado pela falta de cobertura serosa. É freqüente a invasão de importantes estruturas vizinhas.

Na maioria dos casos a disfagia leva ao diagnóstico mas, infelizmente, é um sintoma tardio que não surge até que haja obstrução evidente; o prognóstico é mau. Apesar de cirurgias agressivas e radioterapia, as taxas de sobrevida de cinco anos permanecem inferiores a 5%. Essas taxas são de 15% para tumores operáveis no terço superior do esôfago, 6% para o terço médio e 1% para o terço inferior.

O aspecto etiológico dessa doença é de grande complexidade; parece que é causado por vários agentes, em diferentes localidades. A incidência depende do potencial cancerígeno de fatores individuais ou da combinação deles, além da quantidade de contaminantes ambientais a que uma população em particular esteja exposta.

O papel de diferentes fatores tem sido estudado: a influência de fatores genéticos, condições anormais do esôfago, hábitos tais como beber, fumar e mascar, consumo de alimentos em temperaturas extremas, dietas, condição socioeconômica e fatores ocupacionais, além do efeito de radiações ionizantes, da composição do solo, do clima e da vegetação. As evidências apontam para uma doença que é característica de locais com precárias condições socioeconômicas e dieta deficiente e que tanto o álcool como o fumo têm papel importante no aparecimento do tumor em várias partes do mundo.

No período de 1979 a 1981 foi conduzido um estudo caso-controle no Município de São Paulo com o objetivo de verificar a associação do câncer de esôfago com possíveis fatores de risco, como parte de um projeto que também incluia o estudo do câncer de reto. Na presente pesquisa, os dados do estudo sobre câncer de esôfago foram trabalhados apenas parcialmente e julga-se oportuno, agora, reexaminar essa informações com a utilização de técnicas estatísticas mais poderosas, tais como a análise multivariada com regressão logística.

Se você deseja se aprofundar mais no estudo desta doença, recomendamos um ótimo site para que você possa aprender mais sobre o que é o câncer se esôfago, a epidemiologia, os fatores de risco, como prevenir, como detectar, sintomas, diagnósticos tratamentos e muito mais. Não deixe de conferir, basta clicar logo abaixo.


About Diamond