História do Câncer de Colo de Útero

Alguns fatores de risco identificados para o câncer de colo de útero, segundo câncer mais freqüente entre as mulheres, são: início precoce da atividade sexual; multiplicidade de parceiros sexuais; tabagismo (diretamente relacionado com o número de cigarros fumados); à higiene íntima inadequada; infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e uso prolongado de contraceptivos orais. A presença do HPV está presente em mais de 90% dos cânceres de colo de útero.

O uso da camisinha nas relações sexuais é considerado medida preventiva para a doença. O câncer de colo de útero pode ser detectado precocemente pelos exames preventivos (testes de Papanicolaou) que são recomendados para as mulheres que têm ou já tiveram atividade sexual, especialmente se estiverem na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade, devendo ser feito o exame anualmente. Caso dois exames consecutivos tiverem resultados normais, o exame pode ser feito a cada três anos. Em estágios mais avançados da doença pode haver sintomas de dor, corrimento e sangramento vaginal.

A doença que pode levar ao desenvolvimento do câncer de colo uterino, conhecida como “condiloma acuminato”, “verruga genital” ou “crista de galo”, é considerada uma DST (doença sexualmente transmissível). É uma doença infecciosa causada por vírus do grupo dos papilomavírus humanos (HPV).

Os papilomavírus possuem tropismo (preferência) por tecidos de revestimento (pele e mucosas) provocando o aparecimento de lesões denominadas verrugas (ou crista de galo), que crescem em torno dos órgãos genitais e ânus (região anogenital). Sua conseqüência mais comum é a formação de verrugas, entretanto, há alguns tipos que podem causar câncer no cérvice, sendo o principal causador de câncer de colo do útero. Estudos indicam que o HPV também está ligado ao câncer de vulva, reto e pênis.

É um dos mais comuns tipos de câncer e um dos maiores causadores de morte entre as mulheres, podendo ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar, entrando em ação, em determinadas situações como na gravidez ou numa fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada. Na maior parte das vezes a infecção pelo papiloma vírus não apresenta sintomas. A mulher tanto pode sentir uma leve coceira, dor durante a relação sexual ou notar um corrimento. Entretanto, o mais comum, é ela não perceber qualquer alteração em seu corpo. Estão associados à atividade sexual e a certas cepas (tipos) do HPV, sendo considerado uma DST (doença sexualmente transmissível).

Já foram isolados mais de cem tipos de HPV. Alguns causam verrugas comuns no corpo, outros infectam a região anogenital. Estes últimos dividem-se em 2 grupos: os oncogênicos, relacionado ao aparecimento de câncer e os de baixo risco (não oncogênicos).

O diagnóstico pode ser feito pela observação de verrugas anogenitais, que devem ser retiradas e examinadas. Lesões subclínicas (de difícil visualização), são mais comumente relacionadas com os tipos oncogênicos. Aí reside a importância do exame preventivo do câncer ginecológico (Papanicolau), onde células da mucosa vaginal e do colo uterino são analisadas histo-citologicamente ao microscópio óptico. Este exame pode diagnosticar as lesões pré-cancerosas e, conseqüentemente, o tratamento preventivo.

O exame ginecológico completo inclui exame e palpação das mamas e a coleta de material do colo do útero (exame de Papanicolau) através de uma espátula estéril (haste fina tipo um “cotonete” longo) com uma escovinha em sua extremidade, que será passada na região do colo uterino retirando células superficiais que são colocadas numa lâmina e examinadas ao microscópio, em laboratório citopatológico (ou de citologia oncótica). Existem ainda métodos mais sofisticados, como a Hibridização in situ, Reação da cadeia polimerase (PCR) e a captura híbrida.

Os diferentes tipos de vírus, podem ser identificados em mulheres sem lesão (sem verrugas aparentes), demonstrando que a presença do vírus não implica necessariamente na existência de verrugas. Na verdade, a maioria das pessoas infectadas não desenvolve o câncer, entretanto mulheres com câncer de colo uterino, o desenvolveram a partir da infecção pelo HPV oncogênico. É comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino, foram antes infectadas pelo HPV e, provavelmente os outros 1% também, apenas não houve a comprovação. Sendo assim, esse vírus precisa ser descoberto o mais rápido possível para que seja eficientemente tratado.

A identificação e o tratamento das lesões precursoras previnem o desenvolvimento do câncer de colo uterino, que é um dos tipos de câncer que mais mata mulheres no Brasil e poderia ser evitado por exames preventivos (Papanicolau), que não é apenas uma maneira de diagnosticar a doença, mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer de colo uterino.

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de colo de útero são: início precoce da atividade sexual, número elevado de parceiros sexuais, multiparidade (ter tido vários filhos) e antecedentes de doença sexualmente transmissível.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato sexual, mas também de mãe para filho através do parto normal e supõe-se possibilidade através de auto-inoculação ou por objetos. A via iatrogênica, pelas pinças de biópsia, as luvas, ou a fumaça do laser, deve ser conhecida pelos clínicos, mesmo que seja quase desprezível. Ela acentua a importância de limpar bem, com um agente virucida, o material utilizado numa consulta de colposcopia.

A transmissão sexual se dá através de microlacerações por onde os HPV-vírus penetram nos tecidos indo parasitar células da camada basal do tecido epitelial, podendo se alojar no colo do útero, na vagina ou na vulva, sem ser percebido, ou provocar lesões (verrugas) decorrentes do crescimento celular irregular. Em geral, o sistema imunológico consegue eliminar o vírus ou mantê-lo em um estado de latência, onde não existem lesões.

O uso da camisinha, especialmente a feminina, e a prática do sexo seguro contribuem para sua prevenção. Porém se a lesão estiver fora da área protegida pela camisinha, não há como escapar. É importante lembrar que o sexo oral também transmite o vírus. O HPV é um vírus universal, sem preferências quanto ao sexo, idade ou raça. Pode se instalar em qualquer região do corpo, através de micro-traumas da pele ou mucosa, revelando-se a doença viral sexualmente transmissível mais freqüente. Os infectados são mais de 34 milhões. Uma em cada quatro brasileiras está contaminada pelo HPV. No Brasil, cerca de 7.000 mulheres morrem anualmente por câncer de colo de útero. Em seus estágios iniciais pode ser tratado com sucesso em cerca de 90% dos casos, impedindo que a paciente tenha maiores complicações no futuro.

Das mulheres infectadas, 80% não apresentam sintomas clínicos e, em cerca de 60% a 70% dos casos, a infecção regride espontaneamente. Somente em 14% progridem até lesões mais sérias. O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 25% da população sexualmente ativa estejam contaminada e que cerca de 3% das mulheres portadoras do HPV podem desenvolver câncer de colo uterino.

Embora esse tipo de câncer e o peniano apresentem clara associação com os papilomavírus humanos (HPV), outros locais geniturinários também estão expostos a esses agentes sexualmente transmissíveis podem ser vulneráveis à oncogênese viral. Uma associação recentemente identificada do HPV oncogênico com o câncer uretral proporciona evidências adicionais da importância da uretra masculina como reservatório da infecção indolente por HPV. A variabilidade na prevalência das respectivas malignidades e na incidência de uma associação identificável com o HPV pode proporcionar maior conhecimento sobre fatores biológicos, como a resposta imunológica local e a vulnerabilidade de vários tipos de epitélio à infecção por HPV. Essas associações podem ser relevantes na prevenção e no controle da doença e até na terapia de malignidades gastrintestinais relacionadas à forma viral.

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