O calvinismo

O calvinismo

As propostas de Lutero repercutiram em diversas regiões da Europa e originaram outros movimentos reformistas. Um dos primeiros lugares onde isso ocorreu foi em Zurique, na Suíça atual. Ali, em 1522 o religioso Ulrich Zwinglio (1489-1531) começou a pregar em seus sermões que a única fonte de autoridade sobre os cristãos era a Bíblia. Também protestava contra o celibato imposto aos integrantes do clero. Na França, o frade João Calvino (1509-1564) aderiu ao movimento reformador em 1533.
Perseguido por suas ideias, viu-se obrigado a se mudar para Genebra, na Suíça, onde publicou uma exposição sistemática de seu pensamento, dando início a uma nova corrente religiosa: o calvinismo. Para Calvino, apenas as pessoas predestinadas por Deus teriam direito à salvação na vida eterna. Um dos sinais dessa predestinação seria o sucesso no trabalho e nos negócios. Porém, para fazer jus à salva­ção, as pessoas tinham de levar uma vida frugal, sem luxo e sem dissipações; deveriam trabalhar, guardar dinheiro e investir suas economias na criação de novas oportunidades de trabalho. Segundo essa concepção, o trabalho e o espírito de poupança deveriam ser valores centrais a serem cultivados. Devido a essa visão, o calvinismo encontrou ampla aceitação da burguesia, que via nele uma justificação moral e religiosa para sua riqueza.


A própria cobrança de juros sobre empréstimos (usura), condenada pela Igreja, era consentida pelos calvinistas. As ideias de Calvino espalharam-se para outras regiões da Europa, encontrando apoio principalmente nos lugares de desenvolvim ento capitalista precoce, como os Países Baixos (Holanda) e a Inglaterra, e mais tarde nas colônias inglesas da América do Norte. Na França, onde os calvinistas eram chamados de huguenotes, desencadeou-se verdadeira guerra civil entre eles e os católicos.



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