A História e Biografia de Zenão

Fundador da escola de filosofia conhecida como estoicismo, Zenão (cerca de 335 a.C. – 263 a.C.) nasceu em Citio, na ilha de Chipre, provavelmente de descendência fenícia. Em 313 a.C., sobreviveu a um naufrágio próximo à cidade costeira de Pireu, o porto marítimo de Atenas. Estabeleceu-se então, em Atenas, centro da ciência e filosofia gregas da época. Quando Chipre foi devastada por uma invasão egípcia dois anos depois, Zenão foi forçado a adotar Atenas como seu novo lar.

Era uma época de fermentação intelectual e cultural. Inúmeros filósofos ensinava seus alunos no Stoa Poikile, grande prédio na região noroeste de ágora, o centro cívico de Atenas. Por cerca de dez anos, Zenão foi aluni de diversos professores. Em 300 a.C., aproximadamente, começou a ensinar seus próprios princípios filosóficos, tornando-se um dos filósofos de maior destaque do lugar pelo resto de sua vida.

O pensamento ateniense da época estava centrado na lógica, física e ética. Zenão escolheu abordar a ética. Ensinou, a princípio, que a natureza era regida por um conjunto de leis que não permitiam exceção. A natureza da humanidade, era a da razão. Era o único fator que distinguia os homens dos animais. Também declarou sua crença de que não existia vida após a morte.

Zenão posicionava-se contra a prevalência da paixão e da emoção na natureza humana, declarando que eram aspectos irracionais que deveriam ser erradicados da formação do indivíduo. A moralidade, declarou, era simplesmente o pensamento racional colocado em prática e, portanto, era responsabilidade de todos os homens agir em resposta aos comandos da mente e não aos caprichos de suas emoções.

Zenão ensinou ainda que a virtude era o único bem e o vício, o único mal. Todas as virtudes, declarou, eram igualmente boas e todos os vícios, igualmente maus.

Zenão. Museu Arqueológico de Nápoles.

A partir dessa abordagem racional, Zenão deduziu que o homem sábio era o homem bom – aquele que seguia o caminho do dever. A única felicidade acessível a qualquer homem era o conhecimento de sua própria virtude, e a virtude somente advinha do uso de seu pensamento racional e de suas ações para apoiar essa noção. Portanto, os homens deveriam se libertar da paixão e ficar impassíveis diante da alegria ou do sofrimento. Era especialmente importante se submeter, sem reclamações, às exigências feitas pela vida.

Zenão morreu aos 72 anos de idade. Sua filosofia continuou a influenciar muitos atenienses durante o período conhecido como era helenística, que se estendeu aproximadamente de 300 a.C. a 100 a.C. Um de seus seguidores posteriores foi o imperador romano Marco Aurélio, que reinou de 161 d.C. a 180 d.C., e que adotou o estoicismo.


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