Conhecida como a Mãe de Israel, a profetisa e juíza Débora, por volta de 1150 a.C., reorganizou as tribos de Israel para derrotar o rei Jabin de Canaã e seu comandante militar, Sísara, na grande planície de Jezrael, banhada pelo rio Kishon, perto de Megido. Essa vitória uniu as tribos autônomas e dispersadas de Israel – Issacar, Zabulon e Neftali, do Norte, e Efraim, Benjamim e Manassés, do Sul – com o elemento unificador da religião, e trouxe 40 anos de paz.
A história é dramatizada vividamente na ode triunfal Cântico de Débora, no capítulo 5 do Livros dos Juízes do Velho Testamento da Bíblia.
Os ”juízes” bíblicos eram pessoas que lutavam pela liberdade, conhecidos não apenas por seus sábios julgamentos legais e religiosos, mas também por sua liderança militar. Débora, a única juíza entre tantos homens, era casada com Lapidot e vinha da tribo de Issacar, que habitava a região entre Betel e Ramá, nas colinas de Efraim. As tribos israelitas geralmente viviam nas regiões montanhosas, enquanto os cananeus, com suas bigas, cavalaria e fortificações estratégicas em Tanac, Megido e Betsã, controlavam as planícies e passagens das montanhas por onde seguiam as rotas de caravanas.
Gustave Doré. Rainha Débora, séc. XVIII.
Débora convocou Barac e o instruiu a arregimentar um exército de 10 mil homens para ir ao encontro de Sísara. Barac só concordou em fazê-lo com a condição de que ela o acompanhasse, o que ela fez, prevendo que ”é nas mãos de uma mulher que Lahweh entregará Sísara” (Juízes 4:9). Os israelitas expulsaram o inimigo e Sísara fugiu a pé para o assentamento de Héber, o Quenita, amigo do rei Jabin. Enquanto dormia na tenda de Héber, Jael, esposa de Héber, matou Sísara com uma estaca da tenda, cumprindo assim a profecia de Débora. (Juízes 4:21).
Para comemorar o acontecimento, Débora (ou talvez um contemporâneo seu) compôs o Cântico de Débora. O mais antigo escrito na Bíblia e o mais sofisticado de todos os antigos cânticos de guerra, esse é tido pelos estudiosos como uma obra-prima da poesia judaica e considerado uma das odes mais refinadas da literatura mundial. Cantado sempre por Débora no festival anual que se seguiu à vitória, quando as pessoas ofereciam presentes em ação de graças a Lahweh, é também um documento de grande importância histórica para nosso conhecimento da história de Israel. Além disso, é único pelo fato de duas mulheres – Débora e Jael – aparecerem como heroínas.
MUITO BOM!!! PARABÉNS PELA RICA POSTAGEM!!!
Débora mulher de coragem ,virtuosa e cheia de autoridade e sabedoria é isto que o nosso Deu faz levanta os pequenos para confundir os grandes. O nosso Deus é poderoso.