O médico, sanitarista e pesquisador Adolpho Lutz (1855-1940) nasceu no Rio de Janeiro em 18 de dezembro de 1855, de pais suíços. Aos dois anos de idade, mudou-se com a família para a Suíça. Formou-se em medicina pela Universidade de Berna, em 1880, e em 1881, aos 26 anos, decidiu retornar ao Brasil.
Estabelecendo-se na cidade de Limeira, São Paulo, Lutz clinicou por seis anos, atendendo a população carente. Ia à Europa com frequência, para conhecer as novidades da ciência em países como França e Inglaterra. Em Hamburgo, na Alemanha, realizou pesquisas para identificar o que causava a lepra, ao lado do professo Unna, um renomado dermatologista.
Em 1889, a hanseníase já matava em grande escala no Havaí. Especialista no assunto, Lutz foi convidado para assumir o cargo de diretor do hospital de Kalihi, na ilha Molocai. Permaneceu no Havaí até 1892, quando a doença já estava erradicada.
No mesmo ano, foi convidado pelo governo do Estado de São Paulo para dirigir o recém-fundado Instituto Bacteriológico, o primeiro da especialidade na América do Sul. Em 1893, uma doença pouco conhecida no Brasil, a cólera, causou polêmica entre os médicos. Eles hesitavam em diagnosticar como cólera a disenteria grave que estava dizimando a população. Adolpho Lutz enviou amostras de fezes dos pacientes debilitados a laboratórios da Europa. O diagnóstico foi confirmado, acabando com a controvérsia e ajudando no combate da epidemia.
Em 1902, ao lado de Emílio Ribas, serviu de cobaia em uma perigosa experiência para comprovar que a transmissão da febre amarela se dava através do mosquito Aedes aegypti. Adolpho Lutz tornou-se bastante conhecido, apesar de ser avesso à popularidade, mais interessado em continuar seu trabalho de médico e pesquisador. Como Oswaldo Cruz, enfrentou oposições dos conservadores, como na ocasião em que afirmou que a tuberculose bovina podia ser transmitida ao homem através do leite. Apesar de ter sido ridicularizado na época, a adoção da pasteurização do leite comprovou que ele estava certo.
Lutz ainda contribuiu para as pesquisas de Vital Brazil com o soro antiofídico e publicou uma série de trabalhos sobre doenças como malária, febre tifóide, impaludismo, esquistossomose, leishmaniose, difteria e hanseníase.
Em 1908, aposentou-se do Instituto Bacteriológico e foi convidado por Oswaldo Cruz para trabalhar no Instituto de Manguinhos, onde permaneceu por 32 anos, até sua morte, em 6 de outubro de 1940. Em sua homenagem, o Instituto Bacteriológico de São Paulo passou a se chamar Instituto Adolpho Lutz.

Esta pesquisa ajudou muito em nosso trabalho de Filosofia *-*
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