História da Análise de Imagens Artísticas

Conceito de Arte: Assim como o mito e a ciência são formas de organização da experiência humana – o mito baseado na emoção e a ciência na razão – também a arte existe no mundo como forma de organização humana, como modo de transformar a experiência vivida em objeto de conhecimento. O entendimento do mundo, no caso da arte, não se dá somente por meio de conceitos logicamente organizados, que, pelo fato de serem abstrações genéricas, estão longe do dado sensorial, do momento vivido.

Esse entendimento também pode se dar através da intuição, do conhecimento imediato da forma concreta e individual, que não fala à razão, mas ao sentimento e à imaginação. A arte é um caso privilegiado de entendimento intuitivo do mundo, tanto para o artista que cria obras concretas e singulares quanto para o observador que se entrega a elas para penetrar-lhes o sentido.

A razão de ser da arte nunca permanece inteiramente a mesma. A razão de ser da arte numa sociedade em que a luta de classes seja forte, difere, em muitos aspectos, da razão original da arte. No entanto, apesar das situações sociais diferentes, a arte expressa uma verdade permanente. E é isso que nos dá a possibilidade de nos comover com pinturas pré-históricas das cavernas ou com antigas canções.

Funções da Arte

As obras de arte, desde a Antigüidade até hoje, nem sempre tiveram a mesma função. Ora serviram para contar uma história, ora para rememorar um acontecimento importante, ora para despertar o sentimento religioso ou cívico.

Dependendo do propósito e do tipo de interesse com que alguém se aproxima de uma obra de arte, podemos distinguir as seguintes funções para a arte:

a) Função Pragmática ou Utilitária:

A arte serve ou é útil para se alcançar um fim não-artístico, isto é, ela não é valorizada por si mesma, mas só como meio de se alcançar uma outra finalidade. Essas finalidades a serviço das quais a arte pode estar podem ser: pedagógicas, religiosas, políticas ou sociais.

Nessa perspectiva, a avaliação de uma obra de arte obedece a critérios definidos: o critério moral do valor da finalidade a que serve (se a finalidade for boa, a obra é boa); e o critério de eficácia da obra em relação à finalidade (se o fim for atingido, a obra é boa).

b) Função Naturalista:

Refere-se aos interesses pelo conteúdo da obra, ou seja, pelo que a obra retrata, independente da sua forma ou modo de apresentação. Os critérios de avaliação de uma obra de arte do ponto de vista da função naturalista são: a correção da representação (se é o assunto que nos interessa, deve ser representado corretamente para que possamos identificá-lo); a inteireza, ou seja, a qualidade de ser inteiro, íntegro (o assunto deve ser representado por inteiro); e o vigor, que confere um poder de persuasão (especialmente se a situação representada for imaginária).

Essa atitude perante a arte surge bastante cedo. Ela aparece na Grécia, no século V a.C., nas esculturas e pinturas que “imitam” ou “copiam” a realidade. Essa tendência caracterizou a arte ocidental até meados do séc. XIX, quando surgiu a fotografia. A partir de então, a função da arte, especialmente da pintura, teve de ser repensada e houve uma ruptura do naturalismo.

c) Função Formalista:

Essa função contribui decisivamente para o significado da obra de arte. Este, portanto, é o único dos interesses que se ocupa da arte enquanto tal e por motivos que não são estranhos ao campo artístico. Essa função busca, em cada obra, os princípios que regem sua organização interna: que elementos entraram em sua composição e qual relação existe entre eles. Não importa o tipo de obra analisado: pictórico, escultórico, arquitetônico, musical, teatral, cinematográfico etc. Todos comportam uma estruturação interna de símbolos selecionados a partir de um código específico.

O critério através do qual uma obra de arte será avaliada, dentro da perspectiva formalista, é sua capacidade de sustentar a atenção de um público cuja sensibilidade seja educada e madura, isto é, que conheça vários códigos e esteja disponível para encontrar na própria obra suas regras de organização. Nesse caso, é a reação do público que determina o valor da obra.

Conceito de Desenho

Desenhar é representar, com traços, objetos sobre uma superfície plana, de acordo com o ponto de vista de quem executa o desenho. Todo desenho, antes de ser uma atividade artística, é a interpretação pessoal da realidade, a expressão de um mundo fantástico e a representação analítica e sintética da realidade. O desenho tem função estética, documental, social, crítica e educativa.

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