História América pré-colombiana Astecas, Maias e Incas

Você sabia que nas civilizações Asteca (América do Norte), Maia (América Central) e Inca (América do Sul), embora possuíssem uma economia agrícola, parte da população vivia nas cidades? Então, como seriam estas cidades?
a) Cidades astecas: Entre as cidades astecas, destacou-se a de Tenochtitlán, a qual começou a ser construída em 1325, fundada numa ilha do lago de Texcoco, no Vale do México (hoje, norte da Cidade do México), famosa pelos templos, em forma de pirâmides, do sol e da Lua. A principal cidade dos Astecas foi ampliada em 1476, com anexação da cidade de Tlatelolco. Com a sua extensão pelas terras pantanosas, a cidade possuía canais (em 1449, o imperador Montecuhzoma I [1390-1469] construiu diques contra inundações), ruas e praças, com mais ou menos 500 mil habitantes e 100 mil domicílios. Tlatelolco tornou-se o principal centro comercial.
Na praça, cercada por arcos, funcionava o mercado, que circulava cerca de 20 mil a 25 mil pessoas, onde trocavam-se mercadorias como: tecidos, peles, madeira, tabaco, jóias, etc.. Havia também lojas de boticários, cabeleireiros e outros. A polícia cuidava da segurança do tianquiztli (mercado), juntamente com um tribunal de três magistrados procurava resolver os problemas de ordem. O rei Nezaualcoyt mandou construir um palácio com mais de 300 peças, com jardins ornamentados, na cidade de Texcoco. A hegemonia de Tenochtitlán deu-se da aliança com os tepanecas de Atzcapotzalco
e, depois, com as cidades de Texcoco e Tlacopan (Tríplice Aliança, 1434), que consolidou-se com o rei Motecuzohma ou Montezuma I. Quando os espanhóis chegaram às cidades astecas (1519), estes povos tinham como imperador: Motecuzohma ou Montezuma II (1466 – 1520). A cidade de Texcoco era a capital intelectual, literária e sede do
tribunal superior, que regulava assuntos pendentes.

Leia a narrativa histórica presente no texto 7 e conheça mais sobre a cidade de Tenochtitlán.

Texto 7
O centro da cidade fixou-se sobre a ilha rochosa, onde o grande sacerdote Quauhcoatl, respondendo ao apelo de deus, erigira o principal santuário Uitzilopochtli. Ali se erguia o Teocalli, pirâmide cujo topo se alcançava por meio de três escadarias de 120 degraus, encimada pelos santuários gêmeos de Uitzilopochtli e de Tlaloc. Sucessivamente ampliada pelos soberanos, esse templo fora inaugurado no ano de ‘Oito-Cana’ (1487) pelo imperador Auitzotl. Ao seu redor, no interior de um vasto cinturão recortado por seteiras decorado com cabeças de serpentes, eleva-se o templo arredondado de Quetzalcoatl, o templo de Tezcatlipoca, o da deusa terrestre Ciuacoatl, o de Coacalco, panteão consagrado ao culto de deuses estrangeiros, o do Sol e inúmeros outros santuários, casas de oração, campos de jogo ritual de bola, os calmecac (monastérios-colégios), o Mecatlan (escola de música), e também os arsenais (cochcalli) confiados a uma guarnição de elite. Era, em suma, verdadeira cidade santa, guarnecida de pirâmides e torre, que dominava (no atual bairro de Zocalo, onde se eleva a catedral de México e o palácio do presidente da República) a praça central, ao lado dos palácios imperiais edificados por Axaycatl, Auitzotl e Motecuhzoma II. Este último palácio, situado em um quadrilátero de aproximadamente 200m de lado, apresentava-se como um vasto conjunto de edifícios com um ou dois andares, agrupados em torno de jardins interiores. Ali se penetrava tanto por terra como de barco, através dos canais que o recortavam. A um tempo residência do soberano e centro político e administrativo, o palácio era composto de apartamentos, sala de reunião, tribunais, depósitos do tesouro, escritórios dos coletores de impostos.
O próprio Uitzilopochtli ordenara aos Astecas que dividissem a cidade em quatro grandes bairros: a leste, Teopan (‘o bairro do templo’); a oeste, Aztacalco (‘casa das graças reais’); ao norte, Cuepopan (‘lá onde desabrocham as flores’); ao sul, Moyotlan (‘lugar de mosquito’). Esses quatro bairros abrigavam as fratrias territoriais ou calpulli, cada qual fornecendo um contingente de guerreiros. Por sua vez, cada calpulli possuía seu templo e sua ‘casa dos jovens’, colégio de nobres, cujo luxo se aproximava tanto quanto possível dos palácios imperiais, as casas mais modestas dos negociantes e dos artesãos e as casas dos simples cidadãos situavam-se ao longo das ruas e canais. Por toda parte, a água do lago murmurava, por entre as casas, e as canoas deslizavam silenciosamente pela cidade. Todos os transportes eram feitos por meios de embarcações.

b) Cidades maias: foram centros urbanos com fins religiosos e administrativos. Entre as cidades que mais destacaram-se estão: Tikal, Copan, Palenque. A cidade mais antiga do império Maia, Tikal (na Guatemala), possuía edifícios públicos e residências.
c) Cidades incas: A cidade de Tiahuanaco, hoje composta por um pequeno povoado, ao sul do lago de Titicaca, foi um dos centros do império Inca, da mesma forma que Chavín de Huantar ou Tenochtitlán foram centros religiosos dos impérios Maia e Asteca, respectivamente. Os peregrinos que se dirigiam a essa cidade eram utilizados como mão-de-obra para levantar as pirâmides de Pumapuncu, os palácios dos sacerdotes e a Porta do Sol, no templo de
Kalasasaya (talhada em bloco maciço de pedra).
A cidade de Chan-Chan possuía um conjunto de 18 km² de superfície, divididos em 10 bairros separados por muros. Dos povos Chimus, os Incas adaptaram o sistema de comunicação com homens em lugares preestabelecidos, o que possibilitou maior contato entre a capital e outras localidades.
Cuzco era a capital do império, destacou-se por seus palácios e templos (do Sol, Viracocha, Virgens do Sol, etc.). Entre as construções existiam casas feitas com pedras, eram blocos poligonais, ajustados sem cimento e tetos de palha. Havia outras casas, todas de madeira, entre ruas longas e estreitas. Os Incas também tiveram outras cidades, como: Machu Picchu, Tumipampa, Cajamarca, Huari, etc.


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