A navegação marítima mercante

 navegação marítima

No século XV, como não se conhecia o tamanho e a forma exata do planeta, quase todos tinham medo das longas viagens marítimas, principalmente pelo oceano Atlântico, conhecido como “Mar Tenebroso”. Além disso, fantasias e lendas criavam um clima de insegurança entre os marinheiros. Entretanto, a possibilidade de enriquecimento e de viver em melhores condições fazia-com que muitos participassem das grandes viagens, mesmo temendo o mar. O tempo e a experiência marítima foram mostrando que muitos medos eram justificados (tempestades ou naufrágios) e outros eram imaginários (monstros marinhos e abismos, por exemplo). A vida dos marinheiros nos navios não era fácil. Os alojamentos da tripulação eram imundos, rústicos e apertados, e as viagens, longas e desconfortáveis. Muitos morriam de escorbuto, devido à escassez de legumes e verduras (fontes de vitamina C) na alimentação. Contudo, diversas inovações técnicas colaboraram para o desenvolvimento da navegação marítima de longa distância, como a caravela, a cartografia e a bússola. A caravela foi a principal embarcação marí­ tima utilizada nas grandes navegações. Desenvolvida pelos portugueses, era um navio de estrutura leve movido pelo vento; sua principal característica era a vela de formato triangular (latina), que podia ser ajustada em várias dire­ ções para captar a força do vento. Assim, qual- * quer que fosse o sentido do vento, a caravela podia navegar na direção desejada pelo piloto. Com as viagens marítimas, a cartografia (elaboração de mapas) teve significativo desenvolvimento.

A partir do século XV, surgiram mapas com os primeiros registros das terras descobertas na África e na América. Esses mapas eram considerados verdadeiros segredos de Estado, mas as informações circulavam quando o navegador de um país passava a servir a outro. Outro instrumento de orientação espacial introduzido na navegação européia desse período foi a bússola, cuja invenção é atribuí­ da aos antigos chineses. Foram, porém, os árabes que a levaram para a Europa, onde começou a ser utilizada pelos navegadores.



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