A Derrota da nobreza (1789)

primeira derrota da nobreza

A exigência da nobreza, de convocar a Assembléia dos Estados Gerais, foi atendida. A Assembléia reuniu-se em maio de 1789, convocada por Luís XVI, mas as conseqüências dessa convocação revelaram-se devastadoras para a nobreza e também para o regime absolutista. Isso ocorreu por duas razões básicas: primeiro, porque a nobreza subestimou a força e a capacidade política do terceiro estado; segundo, porque aquela época coincidia com um momento de grave crise econômica, fome e desemprego. A multidão de pobres do campo e das cidades estava desesperada. As elei­ ções para escolha dos deputados à Assembléia dos Estados Gerais transcorreram num clima de agitação popular, que favorecia os objetivos políticos do terceiro estado.
Esse clima já podia ser claramente percebido por todo o país, nas diversas assembléias locais que preparavam a reunião dos Estados Gerais. Nessas assembléias os representantes das diferentes ordens manifestavam suas reivindicações redigindo Cadernos de queixas (documentos em que eram registradas as propostas das ordens). A burguesia aproveitou a oportunidade para divulgar seu programa de reformas por meio de intensa propaganda.


O rei ordenou o fechamento da sala de reuniões, procurando dissolver a Assembléia Nacional. Mas os representantes do terceiro estado, liderados pela burguesia, transferiramse para um salão de jogos do palácio, que era utilizado pela nobreza. Nesse local improvisado decidiram permanecer reunidos até cumpriremse seus objetivos. Esse episódio ficou conhecido como o Juramento do Jogo da Péla. Luís XVI tentou reagir, organizando tropas para lutar contra o terceiro estado. Mas a revolta popular já tomava conta das ruas, e o rei não tinha força para detê-la. Um dos principais slogans dos revolucionários era: liberdade, igualdade e fraternidade. No dia 14 de julho de 1789, uma multidão de populares parisienses invadiu e tomou a velha prisão da Bastilha, símbolo do poder absoluto do rei, onde ficavam presos os inimigos políticos da monarquia francesa. Libertaram os presos e apoderaram-se das armas ali estocadas, com a intenção de usá-las na defesa dos ideais do terceiro estado. De Paris, a revolta popular espalhou-se por toda a França.
Sentindo-se ameaçados em seus privilégios tradicionais, em 1787, a nobreza e o clero revoltaram-se e pressionaram o rei a convocar a Assembléia dos Estados Gerais, que não tinha poder de decisão (apenas podia opinar), mas ajudaria a obrigar o terceiro estado a assumir os novos tributos.



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