História do Tempo

Passado e história. Essas são concepções que frequentemente aparecem embaralhadas, como se fossem uma só e a mesma coisa.

Em geral, existe uma forte tendência a conceber “história” apenas como sinônimo de “passado”.
Não é à toa. A nossa sociedade contemporânea, que vive apenas o presente e está voltada para a promessa de um futuro que sempre espera ser melhor, abandona o passado e seu estudo.

A atual concepção linear do tempo, como vimos, nos isola do passado. Secciona o tempo em três momentos: o passado, o presente e o futuro. Vivemos o presente tendo em vista o futuro, achando que “o que passou, passou” e não pode nos informar muita coisa sobre como vivermos na atualidade. Não podemos, na verdade, sequer parar o ritmo alucinado de nossas vidas para refletir um pouco sobre esse passado, para aprendermos com ele.

As sociedades que concebem o tempo de forma cíclica, ao contrário, amarram-se ao passado de uma forma diferente: os ancestrais sempre têm algo a dizer sobre a vida atual; o passado sempre pode dar alguma pista sobre como agir em uma situação presente, consequentemente podendo ter mais controle sobre o futuro.

Conhecer outras maneiras de se relacionar com o tempo. Essa possibilidade pode significar, nesse contexto, a chance de interromper o fluxo contínuo da vida e se perguntar: “Afinal, o que eu quero que seja o futuro?”.

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